Com a atitude dos policiais envolvidos na ocorrência que ceifou a vida do Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Pediram dinheiro, ou lhes foi oferecido. Isso pouco importa. Cabe à Justiça averiguar. O que importa, olhando o caso de outra maneira, é o estado em que se encontram os policiais do Rio de Janeiro. Ganham, em média, depois de descontados os encargos obrigatórios, menos de mil reais. É lógico, devem ser punidos exemplarmente, pois nada poderia justificar tal atitude. Cabe à PM do Rio de Janeiro averiguar o estado emocional desses policiais e sua vida na corporação antes do referido acontecimento. Imaginem um policial com três ou quatro filhos, pagando no máximo trezentos reais de aluguel (não poderia pagar mais), e ter um dos filhos ou a esposa doente. Vai apelar para o bico, não há dúvidas.
O bico também não é suficiente. Vai aos bancos e financeiras e “enterra” ainda mais os seus míseros vencimentos. Aí começa a se estressar. Não para mais em casa. Vê seu relacionamento com a esposa ir para o ralo. De repente, vê a oportunidade de amenizar sua situação com uma propina oferecida. Aceita! É culpado? Sim, é culpado!... Mas, mais culpado é o Estado, que não lhe oferece a mínima condição de sobrevivência. A mínima condição até de ser honesto. Talvez o fosse, se pudesse dar algum conforto aos seus familiares.
Talvez o fosse, se tivesse um ordenado mais digno. Vai pagar pelas consequências do seu ato! E o Estado? Vai pagar também?!... (Luis Carlos Pasquarelo)