Política

Mancha defende estatização de rodovias

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Em campanha pela região, Luiz Carlos Prates, o Mancha, candidato ao governo do Estado pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), criticou o regime de concessão de pedágios e propôs a reestatização das rodovias estaduais.

Ao mesmo tempo, ele admite que, se eleito, a medida na prática é de difícil aplicação (ou de custo elevado em eventual rescisão). Ontem, Prates esteve no espaço Café com Política, do Jornal da Cidade.

O candidato reforça a crítica contra o grande número de praças de pedágio nas rodovias estaduais, além do preço elevado da tarifa. “O projeto tucano no Estado é semelhante ao petista, no governo federal. E nós queremos reestatizar as estradas, eliminar essas concessões”, afirma.

Para isso, Mancha propõe uma grande auditoria nos contratos entre o Estado e as empresas concessionárias. “Pela exploração das rodovias, no sistema de parceria-público-privada, o Estado ficou somente com o osso. Assim, há claro prejuízo para a população e também para o governo”, cita.

O segundo passo proposto pelo candidato é a redução dos preços de pedágio praticados pelas empresas. “E, na sequência, vamos trabalhar para romper esses contratos juridicamente. São contratos absurdos, com 30 anos de concessão”, avalia. Porém, ele reconhece que a simples quebra de contrato poderá penalizar o Estado. “As multas são muito altas. Não vamos simplesmente romper para ter que pagar ainda mais para essas empresas”, observa.

Mancha também criticou a política estadual para a educação. Ele defende o fim da progressão continuada. “Na verdade é uma aprovação automática. O aluno passa para entrar nas estatísticas e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem comprovado que esse modelo está em falência”, afirma. Ele propõe reforma no setor, com o aumento do repasse de verbas, aumento do salário dos professores e a diminuição de alunos por sala de aula. Na saúde, Prates é contra o sistema de gerenciamento de unidades por Organizações Sociais de Saúde (OSSs). Para ele, o modelo pode ser encarado como privatização do setor. “Metade do orçamento público vai para essas associações. A outra metade vai para os hospitais públicos, que são quase o dobro das unidades dirigidas por OSS. Por isso, para conseguir consultas e exames demora tanto”, critica.

Para ele, a melhor maneira de gerenciar o setor seria o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o aumento do repasse de verbas. Segundo Mancha, o dinheiro necessário para esse acréscimo poderia vir da taxação de grandes fortunas.

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