De acordo com Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, as investigações sobre os três homicídios ocorridos durante a madrugada de anteontem estão bastante avançadas e os casos podem ser solucionados em breve.
Ao contrário do que foi inicialmente divulgado, o delegado adjunto da DIG e integrante da equipe de homicídios da delegacia, Paulo Calil, afirma que os casos da morte do ex-detento Adriano Pacheco da Silva e do presidiário - beneficiado pela popular “saidinha” - Luiz Thiago Ribeiro estão relacionados.
“Temos indícios de que os casos estejam realmente ligados. Trabalhamos com a hipótese de que a causa dos homicídios seja o envolvimento com entorpecentes e o acerto de contas entre grupos rivais”, explica. Na ocasião, Adriano Pacheco da Silva, 21 anos, que havia saído da prisão há aproximadamente um ano, teve uma morte bastante violenta: ele foi assassinado com 14 tiros, sendo 12 deles na cabeça.
Já Luiz Thiago, 24 anos, foi morto após uma troca de tiros. Ele era detento e o homicídio ocorreu após a vítima sair de uma boate em Bauru durante a madrugada, o que desrespeita as normas do benefício conhecido por “saidinha”.
Apesar do curto intervalo de tempo entre todas as mortes, o delegado Paulo Calil acredita que o assassinato da jovem grávida, que foi encontrada morta no bairro Santa Edwirges, não tenha ligação com os outros dois homicídios.
De acordo com ele, a vítima foi encontrada com vários machucados na face e o laudo indicou que a causa da morte foi um corte no pescoço. Os fatos apontam que ela tentou se defender antes de ser assassinada.
Karina Mariano da Silva, 23 anos, estava grávida de 8 meses e foi encontrada morta em uma construção na quadra 9 da Alameda Plutão. “Esse é um dos casos que estamos com as investigações mais avançadas. Acredito que ele seja solucionado até mesmo antes do que os outros dois homicídios que ocorreram na mesma noite”, finaliza.