Economia & Negócios

Bolsa realiza lucros e interrompe ciclo de 11 altas; dólar avança para R$ 1,759


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A bolsa brasileira interrompeu ontem um período de 11 altas consecutivas ao fechar com desvalorização de 0,76%. A queda foi motivada pelo desempenho negativo das bolsas norte-americanas e ampliada, quando comparada com os recuos em de Nova York, por uma forte realização de lucros, movimento visto como natural por analistas diante do ganho de 9,91% acumulado durante o rali de alta pela Bovespa. Em Nova York, as bolsas cederam influenciadas pela fraqueza de dados econômicos divulgados ontem no país. Os gastos do consumidor em junho ficaram estáveis e as vendas pendentes de imóveis residenciais usados e as encomendas à indústria caíram. Além disso, predominaram balanços corporativos fracos.

O movimento de vendas refletiu o desânimo com o fraco desempenho econômico dos EUA e as suspeitas de que o Federal Reserve, Fed- o banco central norte-americano, estaria avaliando a retomada de medidas de afrouxamento monetário. Como os juros já estão na faixa de zero a 0,25%, analistas acreditam que sobra ao Fed a opção de voltar a comprar títulos para dar suporte ao crescimento econômico. Nem mesmo o dado de aumento das vendas de carros em julho divulgado pelas montadoras norte-americanas no meio da tarde mudou a direção das bolsas.

As ações da Petrobras e papéis de siderúrgicas estiveram entre as maiores altas do Ibovespa e impediram um recuo ainda maior do índice na comparação com as bolsas de NY O Ibovespa encerrou aos 67.997,36 pontos. Ao longo da sessão, atingiu a mínima de 67.942,44 pontos, em queda de 0,84%, e a máxima de 68.560,68, em alta de 0,06%. No mês, soma alta de 0,71% e no ano, perda de 0,86%.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,58%

Ganho líquido/30 dias: 0,70%

Pela taxa média de 10,58% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,46% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,56%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: baixa de 0,76%

Volume: R$ 5,77 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma desvalorização de 0,76%, encerrando uma série de 11 altas seguidas, aos 67.997,36 pontos e com um giro financeiro de R$ 5,77 bilhões negociados. Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 0,36% e o índice Nasdaq apresentou queda de 0,52%.

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OURO

Ouro/grama: 70,50

Variação: queda de 0,98%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado a R$ 70,50, com uma desvalorização de 0,98% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,186,17, apresentando alta de 0,23% às 17h53 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,759

Variação: alta de 0,46%

O dólar comercial terminou a terça-feira com uma valorização de 0,46%, negociado a R$ 1,757 na compra e a R$ 1,759 na venda. O dólar paralelo recuou 0,51%, valendo R$ 1,820 para a compra e a R$ 1,940 para a venda. O dólar turismo sofreu uma baixa de 1,06%, cotado a R$ 1,787 na compra e a R$ 1,870 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em setembro fecharam a R$ 1,768,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,23%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,74% aos 68.300, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,82% e 11,59%, respectivamente.

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