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Atirador mata 8 pessoas nos EUA


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Manchester - O motorista Omar Thornton, 34 anos, matou oito pessoas a tiros em um ataque contra a empresa em que trabalhava, a distribuidora de cervejas Hartford Distributor, na cidade americana de Manchester (Connecticut), confirmou a polícia. Thornton se matou em seguida.

Thornton tinha sido flagrado por uma câmera roubando cerveja da empresa e era esperado para participar de uma audiência disciplinar com seus chefes ontem. Segundo a própria companhia, já havia recebido um pedido para que se demitisse.

Thornton tinha alegado sofrer assédio racial. “Não tem nada a ver com raça”, disse Christopher Roos, do sindicato dos motoristas. “Esse é um funcionário insatisfeito que atirou em um grupo de pessoas.”

Joanne Hannah contou ao jornal que sua filha Kristi namorou Thornton por oito anos. Segundo ela, o motorista já havia reclamado aos superiores de que sofria com assédio moral de motivação racial, mas eles não tinham respondido às suas reclamações. Ele disse ter encontrado uma foto de uma forca e um apelido racial escrito em uma parede do banheiro, segundo Hannah.

Um representante do sindicato disse que Thornton não tinha feito denúncia de racismo ao sindicato ou a nenhum agência do governo. James Battaglio, porta-voz das famílias donas da distribuidora de bebidas, disse não ter nenhuma informação imediata sobre as acusações de assédio racial.

Cerca de 50 a 70 pessoas estavam no local quando começou o tiroteio, às 7 horas da manhã de ontem. Na hora, ocorria a mudança de turno e muitos estavam se dirigindo aos carros no estacionamento, segundo Brett Hollander, diretor de marketing da Hartford Distributors.

Entre as vítimas estão Bryan Cirigliano, 51 anos, presidente do sindicato Teamster 1035, segundo a secretária da entidade. Entre os feridos está Steve Hollander, vice-presidente da empresa, atingido no braço e no rosto. O primo de Hollander disse que ele deve ficar bem.

Após atirar em seus colegas de trabalho, Thornton ligou para sua mãe. “Ele queria dizer adeus e que amava a todos”, contou a mãe de sua namorada.

Um atirador de elite da polícia tinha aprovação para atirar em Thornton quando ele se matou, contou um policial, em condição de anonimato.

A namorada de Thornton esteve com ele na noite anterior ao ataque, e disse não ter notado nenhum sinal de que ele estava planejando o crime, segundo a mãe dela.

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