Internacional

Israel e Líbano entram em confronto


| Tempo de leitura: 2 min

Jerusalém - As Forças Armadas do Líbano e de Israel trocaram disparos ontem na fronteira, naquele que foi considerado o mais grave incidente na região desde a guerra de 2006, contra o grupo xiita libanês Hizbollah.

O confronto deixou cinco mortos - entre eles três soldados e um jornalista no lado libanês e um oficial no lado israelense - e alimentou temores de uma nova escalada de tensão entre os dois. As circunstâncias do incidente não estão claras.

Líderes dos dois lados acusaram o outro de violar a resolução da ONU que estabeleceu o cessar-fogo, há quatro anos.

Diante do perigo de uma escalada que ponha fim à relativa tranquilidade que prevalece na fronteira desde 2006, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se em caráter de emergência e pediu “o máximo de moderação” aos envolvidos.

O Exército do Líbano afirma que abriu fogo depois que soldados israelenses invadiram o seu território para retirar árvores que obstruíam sua visão e ignoraram tiros de advertência disparados para o alto.

Israel alega que suas ações foram coordenadas com as das tropas da ONU posicionadas no sul do Líbano (chamadas Unifil, na sigla em inglês), e que foram efetuadas em um encrave que não faz parte do território libanês.

Quatro libaneses e um militar israelense morreram; conflito é o mais violento desde guerra contra o Hezbollah, em 2006A avaliação do Exército israelense é a de que os disparos contra o seu território partiram de um único soldado, em uma “emboscada” premeditada e autorizada pelo comando militar libanês naquela região.

Hizbollah

Israel respondeu com artilharia pesada de tanques, atingindo casas e veículos. Além de três militares libaneses, o ataque matou um repórter do jornal “Al Akhbar’’, ligado ao Hizbollah. Não há indicação de envolvimento do Hizbollah no incidente de ontem.

Confronto similar iniciou guerra em 2006

Em 12 de julho de 2006 um incidente similar ao de ontem foi o gatilho para uma guerra que durou 36 dias e matou mais de 2.000 pessoas, entre civis e militares, dos dois lados da fronteira de Israel e Líbano.

Na época, um ataque surpresa do Hizbollah capturou dois soldados israelenses e matou outros oito. O grupo usava desse tipo de sequestro para negociar trocas de prisioneiros com Israel.

O país, que naquele momento realizava uma operação militar na faixa de Gaza para libertar um militar capturado, respondeu com o deslocamento imediato de mais tropas para a fronteira com o Líbano - o que não ocorria havia seis anos.

No mesmo dia, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, considerou o ataque do Hizbollah um “ato de guerra”.

Em seguida, as tropas do país entraram no Líbano e iniciaram um ataque aéreo para resgatar os soldados sequestrados pelo grupo.

Comentários

Comentários