Turismo

Madri, repleta de encantos

Por Da Redação | *Com informações do Centro Oficial de Turismo Espanhol
| Tempo de leitura: 5 min

É muito fácil conhecer Madri, a cidade que no século 16 seduziu o rei Felipe II, que a transformou em capital e no local mais importante do império. Tanto a Madri dos Austrais quanto a de los Bourbons (essa a porção mais moderna), com avenidas largas, museus e praças com fontes monumentais.

Só ou em passeios guiados é impossível se perder. A cidade é plana, o transporte eficiente, há placas indicativas em todos os cantos... Portanto, caminhe, pedale ou pegue um táxi e desfrute de todas as suas belezas.

Antes de perambular, é bom saber que a Plaza Mayor, na Madri de Los Austrias, é a grande referência da cidade e a Puerta del Sol, o melhor ponto para se localizar no centro. É justamente dali que partem algumas das ruas mais importantes, como a Calle de Alcalá, a Montera e a Mayor. Esta conduz à Plaza Mayor, o coração da cidade, uma maravilha arquitetônica retangular cercada por prédios, que costuma reunir turistas e, feiras de artesanato. Leia outras sugestões nesta página.

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Palácio Real

No ano de 852, o chefe mouro Muhammad ben Abd al Rahman ergueu um forte no alto de uma colina sobre o rio Manzanares, no coração da Península Ibérica. Magerit, assim chamado, foi conquistado por Afonso VI, de Castela, em 1083, dando origem à comunidade de ruelas, casas e igrejas medievais que seria batizada de Madri.

O monarca logo substituiu o marco árabe por uma fortaleza digna da realeza, mas em 1734 um incêndio a destruiu. A construção estabelecida em seu lugar, ainda no século 18, sob encomenda do primeiro rei Bourbon, Felipe V, está lá até hoje, no local considerado o ponto mais antigo da cidade, símbolo do domínio: Palácio Real.

Aberto à visitação, o palácio recebe cerca de 1 milhão de turistas por ano, atraídos pela exuberância da dinastia. Foi usado como residência até a abdicação de Afonso XIII, em 1931. Atualmente, sedia as recepções da família de Juan Carlos I, que mora no Palácio de la Zarzuela, a cerca de 6 quilômetros dali.

Ao todo, 2.840 cômodos em seis andares refletem sobretudo o bom gosto dos reis Carlos III e Carlos IV, com obras de Tiepolo, Mengs e Goya, lustres e mobiliário glamourousos. No hall de entrada, uma escadaria de mármore, o brasão real e um teto rococó deslumbrante.

Muitos dos artistas que trabalharam no projeto do palácio vieram de Nápoles, na Itália. Destaque nos ambientes para os tapetes feitos à mão na Real Fábrica de Tapices, fundada por Felipe IV em 1721 e ainda hoje em plena atividade.

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Entre as 10 melhores para se viver

Madri ocupa a décima posição no “Urban Quality of Life Index”, ranking anual das 25 cidades onde melhor se vive no mundo, elaborado pela revista britânica “Monocle”. A lista é uma referência em nível global para medir os parâmetros urbanos de cada uma das cidades que nela aparecem.

Madri subiu na lista pelo terceiro ano consecutivo depois de ocupar o 13º e 12º lugares em 2008 e 2009, respectivamente. Outras referências são Paris, que passou do oitavo ao sétimo lugar, e Munique, que escala do quarto ao primeiro lugar. Copenhague manteve o segundo lugar enquanto Berlim e Barcelona perderam posições, pois agora estão nos números 11 e 17 da classificação geral.

Sua infra-estrutura, sua nova arquitetura, seu progresso urbanístico, seus grandes projetos - como Madrid Río ou a Operación Chamartín - e seus espaços verdes, entre outros pontos fortes, reforçaram a posição de Madri nesta classificação.

A equipe de “Monocle”, na edição de julho último, também destacou o aumento no número de viajantes que se deslocam até a Capital e a qualidade de metrópole vibrante que são ressaltadas por madrilenhos e seus visitantes.

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Os museus

Reserve dois dias para o circuito completo pelos três museus da Madri de Los Bourbons. Parta da Plaza de Cibeles, tome o Paseo del Prado e comece pelo Museu do Prado (http://museoprado.mcu es). É o maior e mais representativo do país, por abrigar obras dos grandes pintores espanhóis dos séculos 17 ao 19, como Velásquez e Goya. Aos domingos o acesso é gratuito.

Atravesse o Paseo del Prado para visitar o Museu Thyssen-Bornemisza (www.museothysson.org). Menor em tamanho, tem sua relevância por exibir 1.000 quadros representativos da escola holandesa do século 15, do expressionismo alemão e da pop art dos anos 1960.

É uma espécie de galeria complementar ao Prado e ao Reina Sofía (Calle Santa Isabel, 52; www.museo reinasofia.es.- com entrada gratuita aos domingos). Museu relativamente novo, sua coleção privilegia telas de mestres como Miró e Salvador Dalí. No segundo andar, dedique atenção especial a Guernica, obra essencial de Picasso.

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À noite

Os madrilenhos são boêmios. Alguns bares e restaurantes abrem após as 22h e só começam a ficar movimentados depois da 1h. São diversos os polos de agitação noturna, como o Centro, Lavapiés e Chueca, muito frequentado pelo público GLS. Por isso, convém escolher um deles a cada noite.

A Zona de Huertas, onde fica a Plaza de Santa Ana, é um emaranhado de bares para dançar, pubs e cervejarias. Para encontrar um que lhe agrade, só na base da tentativa e erro.

Para acertar em cheio, recorra ao Museo Chicote (Gran Vía, 12; www.museo-chicote.com), no meio do caminho para Chueca. A lenda conta que o bar tem uma coleção de 18 mil garrafas de licor e que a primeira teria sido de um rótulo brasileiro.

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Gastronomia

A culinária madrilenha é saudável e saborosa. Os madrilenos, magros em sua maioria, não dispensam as tradicionais tapas antes do jantar, saboreando calamares aos montes.

O cozido madrileno, acompanhado de batata, chouriço, morcela, carne, galinha e condimentos e os “callos” (dobrada) preparados com vinho branco, brande, colorau, cebola, chouriço, presunto e pimenta, são a glória.

A variedade e riqueza da sua gastronomia, bem como o gosto espanhol pela cultura da boa mesa, fazem com que seja muito fácil encontrar, tanto em grandes cidades quanto nas pequenas, um restaurante com pratos fartos e deliciosos.

As refeições costumam demorar uma hora e meia aproximadamente, muito mais tempo do que se dispensa no resto do mundo.

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