Agudos - A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) vai pedir hoje a prisão preventiva de parte de uma quadrilha presa no último dia 26 naquela cidade. As investigações revelaram que o grupo era formado por três presos beneficiados pela “saidinha” do Dia da Mães, que não retornaram ao sistema penitenciário. Até ontem, a polícia apurou que durante um mês e dois dias eles praticaram oito roubos, seis deles na cidade, dois na vizinha Lençóis Paulista e mantiveram 17 vítimas reféns.
Os primeiros a serem presos foram Guilherme Henrique Crotti, Fabiana da Silva Silvério, Sérgio Batista Pereira e duas adolescentes de 14 anos, que tiveram a internação provisória mantida na Fundação Casa. Estão foragidos Marcelo dos Santos e Adilson de Jesus Panifer.
Os crimes foram praticados com requintes de perversidade. As vítimas eram mantidas reféns por integrante da quadrilha em um cativeiro no meio da mata nativa por até nove horas. Em Lençóis eles fizeram uma família refém.
“Neste caso, os vizinhos perceberam a movimentação estranha e acionaram o guarda noturno e a Polícia Militar. A dona da casa foi obrigada a dizer para ambos que estava tudo bem. Ela tinha uma arma apontada para as costas dela,” comentou o delegado titular Jader Biazon.
Na prisão da quadrilha, no dia 26 de julho, houve troca de tiros com a Polícia Militar. O delegado disse que pediu a prisão preventiva dos foragidos para manter a ordem pública.” Biazon ressalta que a “saidinha” do Dia das Mães promoveu o encontro do trio formado por Sérgio Batista Pereira conhecido por ‘Poninho’ que estava preso em Bauru, Marcelo dos Santos que era detento de Pirajuí e de Adilson de Jesus Panifer da penitenciária de Avaré.
“Todos são moradores de Agudos e se encontraram no dia 7 de maio. Não retornaram ao sistema penitenciário e formaram a quadrilha com os demais, sendo que as mulheres eram namoradas deles. Eles escolheram a mata para acolher o cativeiro porque o local é de difícil acesso e de possibilidades quase ínfimas de serem descobertos. Com eles foram apreendidos, violão, caixa de som, aparelhos celulares, alto-falantes, todos pertencentes às vítimas.”
Para o delegado, há provas testemunhais e materiais suficientes para manter os dois presos.
“As vítimas fizeram reconhecimento e arrecadamos provas materiais. No cativeiro recolhemos fitas adesivas e vários objetos usados por eles para manter os reféns. Havia embalagens de marmitas e bebidas que provam a presença deles no local. Para lá foram levadas mais de 17 pessoas. O cativeiro ficava cerca de 200 metros mata a dentro”, disse Biazon.
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Como eram praticados os crimes
A quadrilha tinha uma maneira própria de agir. Parte dela praticava o furto ou roubo de um veículo e com ele praticava outros crimes. Normalmente, a vítima era levada para o cativeiro e mantida o tempo necessário para que eles usassem o carro em roubos. Após o crime, eles abandonavam a vítima e o carro na entrada da cidade. “Em alguns casos, eles subtraíram objetos de valor do carro.”
As investigações continuam e possivelmente outros crimes sejam esclarecidos. “Nesse período que o grupo agia ocorreram outros roubos, em Piratininga, por exemplo, que ainda carecem de ser esclarecidos.”