Internacional

Paquistão: inundações matam mais de 1.600

Folhapress
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Istambul - A ajuda começou a chegar ao Paquistão ontem, após dias de chuvas de monções e consequentes inundações que deixaram mais de 1.600 mortos e 4 milhões de pessoas atingidas. Os Estados Unidos aumentaram sua oferta dos US$ 10 milhões iniciais para US$ 35 milhões, e enviaram seis helicópteros do Exército para as áreas mais afetadas.

Impopular entre os paquistaneses, os Estados Unidos esperam que as missões ajudem a melhorar sua imagem. Mas a ajuda pode atrair ainda mais críticas de políticos nacionalistas e paquistaneses contrários à presença americana no país - mesmo que o objetivo seja socorrer o país.

O próprio presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, também enfrenta críticas por estar viajando ao exterior em meio às piores cheias enfrentadas pelo país em 80 anos. Ele já enfrentava pressão dos aliados EUA, para trazer estabilidade política e econômica ao país e conter a insurgência do Taleban no Afeganistão.

As águas já se espalharam do noroeste para o centro agrícola da Província de Punjab e depois até o sul da Província de Sindh, enquanto os paquistaneses veem suas aldeias submergirem. O meteorologista Hazrat Mir disse que as águas se movem lentamente em Sindh e devem chegar à cidade de Sukkur no sábado.

“O que nós vemos é um mar de pessoas em necessidade”, disse Manuel Bessler, chefe do Escritório de Coordenação de assuntos Humanitários da ONU no Paquistão. “É uma emergência em desenvolvimento”, acrescentou. A temporada de chuvas de monções no Paquistão costuma ir até o fim de agosto.

Visita

Um enviado da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Paquistão, Jean-Maurice Ripert, prometeu US$ 18 milhões, e foi ao local discutir as prioridades com as autoridades paquistanesas. Ripert iniciou hoje uma visita na Província de Khyber-Pakhtunkhwa (noroeste), a mais afetada pelas inundações no país.

O porta-voz da ONU no Paquistão, Ishrat Rizvi, disse que as agências da organização no país já participam das operações de ajuda com fornecimento de alimentos, remédios, abrigo e instalações de saúde.

Nos últimos dias, a ONU aprovou o desembolso de US$ 10 milhões de ajuda urgente, que se somarão a outros US$ 8 milhões disponíveis em um fundo de emergência da organização.

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