Regional

Fiscais interditam caldeiras de curtumes

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina - Uma semana após o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos e Curtimento de Couros da Região de Botucatu cobrar mais agilidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na fiscalização de empresas de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) que estariam descumprindo normas trabalhistas, o órgão vistoriou cinco indústrias da cidade e constatou indícios de irregularidades. Duas caldeiras foram interditadas por funcionar em desacordo com a legislação vigente.

As denúncias sobre irregularidades trabalhistas nas indústrias de curtume foram feitas pelo presidente do sindicato, Gisberto Marcos Antunes, e publicadas na edição do dia 20 de julho do JC. Na ocasião, Antunes reclamou que estava sendo cobrado pelos trabalhadores e cobrou agilidade do MTE. Segundo ele, documentos protocolados na agência do órgão em Jaú pedindo fiscalização das empresas datavam de julho, agosto e setembro de 2009 e março de 2010.

O gerente da regional do Trabalho e Emprego em Bauru, José Eduardo Rubo, explica que as visitas às empresas foram feitas no último dia 27. Uma sexta empresa, que também seria vistoriada, não foi localizada porque mudou de endereço.

De acordo com ele, na tarde de ontem, os auditores do MTE iriam retornar às indústrias para analisar documentos, mas os relatórios das visitas só serão divulgados na próxima semana.

O valor da multa varia em função do tipo de infração cometida e de quantos trabalhadores são atingidos pela infração.

Além das irregularidades relacionadas a questões trabalhistas, o gerente conta que um engenheiro de segurança, que acompanhou as vistorias, constatou irregularidades em duas caldeiras e determinou a interdição dos equipamentos.

“Isso significa que o processo, tendo em vista que depende diretamente da produção de vapor, fica interrompido. Para que a caldeira seja liberada, é necessário que o empregador tome providências no sentido de resolver os problemas que foram encontrados. Não tem prazo. A pressa é do empregador”.

A interdição das caldeiras ocorreu devido a falta de segurança do equipamento.

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