Leh - Fortes chuvas causaram uma enxurrada de água e lama e matou ao menos 113 na cidade turística de Leh e em seus arredores, na Caxemira indiana.
Uma chuva intensa que caiu por volta de meia-noite sobre a localidade de Choglamsar precipitou um corrente de água e barro sobre Leh, situada numa parte mais baixa da região montanhosa e onde casas, prédios do governo, acampamentos militares e infraestruturas foram destroçados.
“Ao menos 340 pessoas ficaram feridas e estão recebendo cuidados (médicos) em hospitais de Leh”, afirmou à agência Ians Farooq Ahmad, inspetor geral da polícia do Estado indiano da Caxemira, no qual fica a região turística de Ladakh.
Cerca de 6.000 soldados apoiados por helicópteros retiraram os quase 30 mil habitantes de Leh, cujo aeroporto ficou fechado ao tráfego durante horas, assim como a conexão por estrada.
A polícia levantou tendas de campanha tanto em Choglamsar como em Leh para acolher 2.000 desabrigados e dar-lhes alimento.
Dezenas de pessoas e equipamentos de resgate foram enviados à região para tentar encontrar sobreviventes sob os escombros.
A mais de 3.000 metros sobre o nível do mar, a região cultural de Ladakh, cuja capital é Leh, fica em um terreno montanhoso de difícil acesso e com conexões viárias em estado deficiente.
O primeiro-ministro da Caxemira, Omar Abdullah, visitou ontem a região afetada, e o chefe do governo indiano, Manmohan Singh, prometeu ajudas de cem mil rúpias (cerca de R$ 3.800) para as famílias das vítimas.
A Caxemira é uma região histórica em disputa entre Índia e Paquistão, que disputam o território, embora Leh seja um lugar habitualmente tranquilo onde os sinais de conflito pouco chegam.
Nas últimas semanas, a cidade, de maioria budista, permaneceu alheia à agitação civil que vive o vizinho vale da Caxemira, de maioria muçulmana, onde dezenas de pessoas morreram em confrontos contra a polícia desde meados de junho.
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Paquistão remove meio milhão de pessoas de áreas inundadas
Sukkur, Paquistão - Autoridades paquistanesas removeram mais de meio milhão de pessoas na província de Sindh, no sul do país, ameaçada pelas piores enchentes em 80 anos, que causam indignação na população porque o presidente Asif Ali Zardari estava viajando pelo exterior.
Zardari pode ter cometido o mais grave erro político de sua carreira ao deixar o país para uma visita oficial à Europa no auge do desastre que inundou vilarejos inteiros, já matou mais de 1.600 pessoas e afetou milhões de pessoas.
As enchentes já se espalharam por Sindh, mas as águas continuam subindo e ameaçam causar mais danos.
“As chuvas de monções continuam a cair e pelo menos 11 distritos estão sob risco de inundação em Sindh, onde mais de 500 mil pessoas foram realocadas para lugares mais seguros. A remoção ainda continua, com base em alertas do Departamento Meteorológico”, afirmou o escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.