Tribuna do Leitor

FESTA NO VITÓRIA RÉGIA


| Tempo de leitura: 1 min

Tudo bem que o aniversário da cidade seja comemorado como uma festa popular, já que é este o mote principal. Todavia, alguns fatos desprestigiam a celebração.

Que pai, em sã consciência, levaria o filho para brincar de soltar pipa? O que vi por lá, no domingo (1/8), foi uma guerra tribal entre moleques da periferia. Dezenas, senão centenas, laçando pipas com cerol, correndo feito loucos pelas redondezas do Vitória Régia com longas varas de bambu para recuperarem as pipas cortadas. A imagem lembrou mais aqueles conflitos palestinos-israelentes, num corre-corre desorganizado de nervosismo e luta.

Todos os anos a polícia apreende dezenas de latas com cerol, bastante conhecida pelo seu potencial de degola de motoqueiros. Mas, ao tratar esses pequenos criminosos como crianças inocentes, permite que uma festa popular transforme-se num ritual bizarro e animalesco de participação de uma minoria que desrespeita o evento, a lei e a ordem.

Outro evento lamentável foi no Aeroclube. Embora a Esquadrilha da Fumaça tenha sido impecável, o espaço que a organização destinou para o público foi ridículo de pequeno, já que as pessoas acotovelavam-se de tão espremido que ficou. Como a polícia ou os bombeiros permitiram isso? Não se fez previsão de quantidade de visitantes para a diminuta área? E se houvesse um acidente e todos precisassem evacuar rapidamente o local? Seria um massacre com esmagamento.

Errar é humano, mas prevenir o erro é mais inteligente. Que fiquem as lições. (Ivan Garcia Goffi - advogado)

Comentários

Comentários