Querida mãezinha, está fazendo um ano que eu não te vejo, um ano que não te toco, um ano que não ouço sua voz.
Muitos dizem que com o tempo a dor passa, mas comigo acontece o contrário: a cada dia que passa a saudade se torna mais forte, mais agressiva.
Parece que foi ontem que tudo aconteceu, que você foi tirada de mim, sem ao menos ter tempo de me dizer adeus.
Mãe, sua imagem é muito nítida na minha memória, tento guardar somente os momentos bons que Deus nos proporcionou aqui na Terra, isso me dá força para prosseguir. Mas eu confesso que não sou mais o mesmo, às vezes meu coração se enche de tristeza, a alegria que eu tinha com você foi embora e isso eu jamais irei recuperar aqui...
Mãe, eu sinto no fundo da alma que você está muito bem agora, algo me diz isso profundamente e não é sentimento carnal e sim espiritual, é muito forte. Mas no sentido carnal, eu sinto tristeza demais de não ter mais você aqui comigo...
Hoje eu sobrevivo das lembranças que jamais serão apagadas. Olho suas fotos e não consigo acreditar que você partiu para sempre, chego a pensar que um dia você vai voltar, entrar por esta porta e dizer que o pesadelo acabou. Eu não consigo aceitar a palavra nunca...
Hoje ainda choro por você, por sua falta, pela saudade. A realidade é cruel, é triste, por isso às vezes prefiro viver a ilusão, o sonho de que você só está viajando.
Mas acredito numa realidade, mãe, a que Deus nos deixou, de que um dia vou estar com você lado a lado novamente e então seremos felizes eternamente. Novamente poderei pedir seu colo, acariciar seu rosto, suas mãos...
Continue descansando em paz, durma o sono dos justos e desfrute da presença de Deus.
Até breve, mãe.
Seu filho, Pedro Vicente.