Política

Marquezelli defende capital em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

A mudança da capital do Estado de São Paulo para a Região Administrativa de Bauru já tem um projeto de resolução em tramitação na Assembleia, mas agora tem mais um defensor de peso: o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB) também é favorável a tirar a concentração da atual capital paulista. Ele esteve na Expo Bauru, em visita ontem à noite. Com isso, ganharia a Capital, que ficaria menos tumultuada, a região Central do Estado e o próprio Interior do Estado.

“Acho que está na hora de o governo do Estado levar a capital para o Interior. Aqui seria uma cidade que menos despenderia recursos para a transferência e instalação da capital. Já tem área para isso e acho que o governo federal se interessaria para essa mudança”, afirma o parlamentar petebista, no Café com Política, no JC.

Em 1980, o então governador Paulo Maluf tinha o projeto de mudar a sede para Piratininga, que fica a 13 quilômetros de Bauru, mas acabou não vingando. Atualmente, o deputado estadual Gilson de Souza (DEM) deu o primeiro passo para pôr em discussão a mudança da capital, quando apresentou o projeto de resolução 8/2008. O passo seguinte será aprovar projeto para autorizar a realização de um plebiscito para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Marquezelli acredita que Bauru seria a capital administrativa, onde abrigaria as secretarias estaduais, o Palácio do Governo, Assembleia e repartições da União. O argumento é trazer progresso para o Interior e tirar a saturação geográfica da atual capital e de seu entorno.

Na opinião do deputado, o custo da transferência não seria tão alto como foi quando o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) construiu Brasília. Na década de 50, foi necessário erguer uma nova cidade no Planalto Central. “A cidade (Bauru) está pronta, a localização é invejável até para os países de fora. Fica até mais perto de Campo Grande, Paraná e de outras capitais. Para os 645 municípios, é melhorar ainda, porque reduziria o custo dos deslocamentos”, declarou. Marquezelli diz que, após as eleições, vai se somar aos defensores do projeto de mudança da capital que será discutido na Assembleia. Souza disse no ano que passado que é preciso pensar no futuro. “São Paulo chegou ao limite. Bauru é o centro do Estado. O trânsito na capital é muito ruim. Imagine em 2018.” O defensor do projeto tem base eleitoral na cidade de Franca, a terra dos calçados, e Marquezelli é de Pirassununga. O petebista diz que se dispõe até obter recursos federais para que a empreitada da nova Capital venha para Bauru. Marquezelli esteve em Bauru acompanhado do diretor da regional dos Correios, Luiz Roberto Pagani, que é um bauruense indicado por ele para dirigir a estatal em uma vasta área do Estado de São Paulo. O deputado também já se fez presente na cidade com a liberação de recursos federais para eventos como a Grand Expo.

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Privatização do Banespa será alvo de CPI

A investigação do rombo de R$ 4,9 bilhões na privatização do Banco do Estado de São Paulo (Banespa) aguarda no Congresso a vez para ser instalada. O autor do pedido é o deputado Nelson Marquezelli (PTB), que já obteve 210 das 170 assinaturas necessários para abrir a CPI.

A denúncia de que o Banespa foi “mal privatizado” chegou ao petebista por ex-funcionários e o sindicato da categoria. “O governo federal emitiu título de R$ 4,9 bilhões com 30 anos e com renda que o governo pagaria 12% ao ano. Essa renda era para pagar a aposentadoria dos funcionários do Banespa. No dia da privatização, o Tesouro Nacional autorizou o Santander a vender esse título em Nova Iorque. O banco pegou esse dinheiro e pagou a privatização”, resume o deputado petebista.

Pelas projeções dele, até outubro deverá ser instalada a CPI do Banespa, porque é o quarto pedido - há mais três na frente com pedido de instalação e o regimento da Casa estabelece por ordem cronológica.

O petebista responsabiliza o governo tucano da época.“Eles privatizaram o banco no último dia do mandato. Vamos verificar com abertura de conta, depoimentos e convocação do pessoal da época que privatizaram. Se houve dolo, o Ministério Público Federal (MPF) vai pedir o cancelamento da privatização”, finaliza Marquezelli.

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