Internacional

Catástrofes naturais atingem várias partes do planeta


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Londres - As catástrofes naturais com consequências trágicas têm atingido diferentes populações no Planeta nas últimas semanas.

No Paquistão, 15 milhões de pessoas foram afetadas pelas inundações que sumergiram o país. Houve mil e 600 mortos e 550 mil hectares de cultura alagados.

A ONU considera esta catástrofe, em termos materiais, pior que o tsunami de Dezembro de 2004.

A Índia e a China também estão afundadas em água e lama. Em Guansu, província no noroeste , as mortíferas as chuvas diluvianas causaram a morte a mais de 700 pessoas e 1.042 estão desaparecidas nos desmoronamentos. Desde o início do ano que toda a China sendo afetada e milhares de pessoas já morreram.

Na Rússia, o inferno das chamas, do calor e do fumo, é o pior dos últimos tempos. Se por um lado, o Kremlin sempre deu pouca atenção à prevenção do aquecimento global, por outro, culpa o clima pela inevitabilidade da tragédia.

Depois do fogo atingir 14 regiões do país, Dmitri Medvedev reconheceu publicamente, que o que está acontecer com o clima deste planeta é uma chamada de atenção para todos, chefes de Estado e líderes de organizações, no sentido de uma nova abordagem do aquecimento global.

Um imenso bloco de gelo, quatro vezes maior do que a ilha de Manhattan, desprendeu-se do círculo polar na Groenlândia. Nos últimos anos, e por causa do aquecimento global, o hemisfério norte derreteu a um ritmo alucinante, segundo o relatório do Conselho Ártico em 2009.

Portugal

Os bombeiros portugueses se esforçavam ontem para controlar cerca de 50 incêndios florestais nos quais ao menos dois de seus colegas morreram. Muitos distritos no árido norte do país aumentaram o nível de ameaça de temperaturas escaldantes neste verão (no Hemisfério Norte) para o mais alto possível ontem. As autoridades da defesa civil disseram que uma bombeira morreu, um bombeiro foi gravemente queimado e que seu grupo teve de ser retirado nesta terça-feira quando se viu cercado pelas chamas.

Ajuda ao Paquistão

Enquanto crescem os efeitos das piores enchentes da história do Paquistão, o Taleban paquistanês instou o governo do país a não aceitar ajuda estrangeira para os afetados - calculados em 13,8 milhões, ou quase 10% da população. Segundo o grupo, que ofereceu US$ 20 milhões para atender as vítimas (os EUA prometeram doar US$ 55 milhões em ajuda), rejeitar o auxílio é uma questão de “soberania”. Ontem, o presidente Asif Ali Zardari retornou ao Paquistão, em meio a duras críticas por ter mantido sua viagem à Europa enquanto seu povo sofria com as chuvas.

Inundações na África

Inundações comuns nesta época do ano na África Ocidental mataram quase cem pessoas na região, destruíram milhares de casas, aumentaram a propagação de doenças e ameaçam agravar uma crise de alimentos porque estão destruindo as terras das lavouras, disseram ontem entidades assistencialistas. Milhões de pessoas ficaram sem comida na região do Sahel. A região depende das colheitas de outubro, que precisam de chuva, mas tempestades mais fortes do que o normal estão sendo contraprodutivas porque podem prejudicar o ciclo do plantio e arruinar terras plantáveis no Chade e Níger.

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