Bairros

Demora para consultas no PAI leva mães a chamar PM

Por Bruna Dias | Colaborou Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 60 mães que esperavam há horas consulta para seus filhos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Bauru por volta das 19h de ontem se irritaram com a espera e acionaram a Polícia Militar. Segundo elas, somente um médico estava disponível para atender os pacientes, quando o normal é ter no mínimo três para conseguir realizar todos os atendimentos. Elas se uniram e reivindicaram em coro: “Queremos médico”.

Cinco policiais, em duas viaturas, compareceram ao PAI para acompanhar o caso, uma vez que os pacientes estavam revoltados e alguns ameaçavam brigar. Maria Madalena Miranda, que esperava atendimento para o filho de 12 anos, era uma das revoltadas. “Meu filho está passando mal e vomitando. Ele precisa ser atendido”.

O pedido dela era o mesmo de todas as outras mães que estavam no PAI, como já havia ocorrido na última segunda-feira. Idalina Lopes Leite afirmou ouvir de uma enfermeira que o filho dela só seria atendido novamente se tomasse um copo de soro. “Eu não sei o que ela quis dizer com isso, mas meu filho já tinha tomado uma injeção e estava mal ainda e precisava dar continuidade no atendimento. Estou esperando até agora”.

Já outra mãe, Sheila de Souza Caetano Amorim, denunciou que muitas crianças passaram na frente do atendimento de sua filha. “Eu vi eles passando crianças na frente. Não é justo. Todas precisam de atendimento, mas precisamos de médicos aqui para atender todo mundo”.

A Polícia Militar não registrou ocorrência e esteve no local somente para evitar maiores problemas. Funcionários do PAI, que estavam tentando contornar a situação, afirmaram não poder informar quantos médicos estavam trabalhando

Contatado pelo JC, o médico Luiz Antônio Sabbag, diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, informou que, ontem, quatro médicos pediatras trabalharam no período da manhã, três estavam escalados para o turno da tarde e outros quatro para a parte da noite. No entanto, ele reconheceu que houve atraso no atendimento, já que os pacientes que registraram ficha às 15h não haviam sido recebidos pelos médicos até as 19h.

“O atraso que consideramos normal é de até duas horas, mas, pelas informações que recebi, não aconteceu nada de anormal durante todo o dia para essa demora. A escala não estava defasada, porém pode ter havido excesso de demanda ou alguma emergência que tenha paralisado o atendimento em algum momento”, frisa. Segundo Sabbag, ainda hoje as causas do atraso serão apuradas pelo DUE.

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