Tribuna do Leitor

A já tangível e insana possibilidade


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Pela facilidade com que Lula seduz, engana e ludibria os que compõem a maioria inculta e sem instrução do nosso colégio eleitoral; pelas constantes agressões praticadas pelo núcleo duro do “pudê” à nossa Constituição; pela conivência explícita e interesseira do Congresso Nacional, afiançada e avalizada pelo STF que terá, agora, 90% de seus pares indicados pelo atual governo...

Por tudo isso, e acrescentando ainda a cumplicidade explícita da oposição incapaz e conivente -consequência óbvia do “mensalão”, considero que uma eventual vitória da candidata Dilma Vana Rousseff (PT) no próximo pleito eleitoral seria uma chocante protofonia de um réquiem da democracia, principalmente se a infeliz vitória fosse acompanhada, também, do brinde da maioria da situação nas duas casas do poder Legislativo, hoje mera extensão do Executivo. Aí, então, maravilha! Não haveria necessidade de bisar o “mensalão”. Tampouco de Zé Dirceu, dos Marcos Valério da vida, de Genoíno, Delúbio, de Silvinho do Land Rover e nem de Berzoini e companheirada.

Perguntariam os leitores: e o que teria o presidente de honra do PT com isso, se ele já não mais seria o feliz ocupante do Palácio da Alvorada? E eu, parodiando Ulisses Guimarães (saudade!), respondo: Lula seria “a voz rouca” de um novo período de arbítrio, a soprar nos ouvidos de Rousseff as diretrizes de seu plano tenebroso.! Só que então lastreado no tal “socialismo bolivariano”, arquitetado por Hugo Chaves e caterva. Até quando? Diga quem souber...

Dizem que Deus é brasileiro! Mas será que ainda é? Ou mudou-se para a Venezuela, ou Equador? Ou será que foi para o Irã? Pensando bem, talvez para a Líbia ou para a África “ditatorial”...

Ora, deixemos de falsos pudores! Ou será que não percebem que a preferência de nosso presidente por ditadores -desde a Ásia, passando pela África e vindo até a nossa América Latina- é, claramente, prova de sua admiração por regimes de governo exercidos por aqueles a quem ele dedica tanta amizade?

Por analogia, nunca é demais lembrarmos aquí o dito popular: “quem ama o feio, bonito lhe parece” ... Convenhamos que não há nada mais tenebroso e feio que os regimes de excessão.

João Guilherme Ortolan

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