Internacional

Deslizamentos já mataram 1.117 na China


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Zhouqu - Um novo balanço das autoridades chinesas eleva para 1.117 o número de mortos nos deslizamentos de terra que cobriram uma enorme faixa do Condado de Zhouqu, no remoto noroeste da China. Outras 627 pessoas continuam desaparecidas desde a tragédia no fim de semana, enquanto mais chuvas fortes voltam a atingir a região.

O balanço anterior indicava 702 mortos e mais de mil desaparecidos.

O Centro Nacional de Meteorologia alertou que há uma chance “relativamente grande” de mais deslizamentos de terra nos próximos dias, quando as chuvas devem ficar mais fortes e chegar a 90 milímetros amanhã.

Ontem, as águas atrapalharam os esforços das equipes e as chances de encontrar sobreviventes estão menores a cada hora.

Os soldados conseguiram resgatar ontem um homem de 50 anos que estava preso há três dias no segundo andar de um hotel, informou a agência chinesa Xinhua. Wang Dianlan foi encontrado desidratado, mas em condição estável, segundo a Xinhua.

As equipes de resgate chinesas tentavam ontem esvaziar um lago formado após os deslizamentos na Província de Gansu.

Em uma região isolada desta Província, cuja população incluiu um terço de tibetanos, 10 mil soldados e membros das equipes de resgate buscam sinais de vida em montanhas de lama. No momento em que o tufão Dianmu, que provocou cinco mortes na Coreia do Sul, se aproxima do país, a meteorologia prevê novas chuvas torrenciais e os soldados chineses tentam desobstruir o curso do rio Bailong. Montanhas de rochas impedem a passagem da água acumulada e, caso desmoronem, provocariam uma nova catástrofe.

O odor da morte é forte, após dias de sol forte, e um fluxo constante de corpos é levado a necrotérios improvisados, que praticamente não passam de áreas de terra isoladas por cordões e cobertas de cal.

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ONU pede US$ 459 mi para Paquistão

Nova York - A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu ontem à comunidade internacional US$ 459 milhões (R$ 811 milhões) para ajuda imediata aos cerca de 14 milhões de afetados, cerca de 8% da população, pelas enchentes no Paquistão.

O chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, John Holmes, afirmou que estas são as piores enchentes relacionadas às chuvas de monções da história e deixaram entre 6 milhões e 7 milhões em necessidade imediata de ajuda humanitária, incluindo comida, água limpa, abrigo e atendimento médico.

Holmes disse ainda que ao menos 1.200 morreram -400 a menos do que os números anunciados pela própria ONU anteriormente - e 288 mil casas foram danificadas ou completamente destruídas.

Segundo Holmes, o dinheiro deve cobrir as necessidades urgentes.

Militantes do grupo islâmico Taleban paquistanês instaram ontem o governo a rejeitar ajuda de doadores do Ocidente para as vítimas e disseram que o dinheiro será desviado por autoridades corruptas.

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