Para quem gosta de história, a opção em Sergipe atende pelo nome de São Cristóvão. Uma das mais antigas cidades do País, foi a primeira Capital de Sergipe, tendo sido fundada em janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal. Os principais monumentos, na Cidade Alta, compreende cerca de dez prédios em torno da praça que abriga também a Igreja e o Convento de São Francisco.
A construção teve início em 1693 a partir das doações da comunidade aos franciscanos. Quando a cidade era a capital da Província, o convento abrigou a Assembleia Provincial e o salão da Ordem Terceira era ocupado pela Tesouraria Geral da Província. Já na República, São Cristóvão também aquartelou as tropas do batalhão que combateu os seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, em 1897.
A cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 23 de janeiro de 1967. O Instituto adquiriu e restaurou um dos sobrados da praça onde, atualmente, mantém um escritório técnico e exposições culturais. O Museu de Arte Sacra também fica no complexo histórico e abriga um acervo considerado o terceiro mais importante do país. Existe ainda o Museu de Sergipe composto por peças que pertenceram às famílias nobres da região.
A Praça São Francisco representa o coração da parte alta de São Cristóvão, constituída para ser o centro da cidade e abrigo das estruturas políticas, judiciais e religiosas. Do ponto de vista arquitetônico, da Praça São Francisco é possível apreciar o palácio do período colonial onde funciona o Museu Histórico; e também prédios das ordens religiosas, como o Museu de Arte Sacra e o Convento de São Francisco. Todos eles continuam praticamente com a mesma feição de quando fundados.
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Patrimônio da Humanidade
A Praça São Francisco, de São Cristóvão, cidade histórica de Sergipe, é agora o 18º Patrimônio Cultural Mundial no Brasil. São Cristóvão fica distante 23 quilômetros de Aracaju.
A candidatura da Praça São Francisco foi aprovada durante a 32ª Sessão do Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco, realizada em julho de 2008, na cidade de Québec, no Canadá. Desde a sua divulgação, todos os envolvidos tiveram que executar os critérios de preservação do patrimônio cultural recomendados pela Unesco.
De acordo com o historiador Thiago Fragata, a representação do valor cultural universal da praça está baseada principalmente em dois pontos: o conjunto urbano com seus valores culturais, e a permanência histórica como cenário de manifestações artísticas e culturais.
O documento apresentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao Comitê do Patrimônio Mundial ressaltou que o Conjunto Arquitetônico da praça, em que está erigido o Convento de São Francisco, é um dos mais expressivos remanescentes entre os que foram edificados pela Ordem Franciscana no Brasil Colônia.
Possui uma composição dinâmica própria em função da monumentalidade do adro e do cruzeiro e da ruptura com a ideia de equilíbrio e simetria comuns a outros conventos franciscanos, sendo que a praça remete claramente às disposições da Lei IX das Ordenações Filipinas; o que a torna única no processo de ocupação do território brasileiro.
“A Praça São Francisco representa um registro íntegro e autêntico de um fenômeno urbano singular no Brasil, que tem como contexto um período representativo de sua história: a aliança das coroas portuguesa e espanhola sob o domínio dos reinados de Felipe II e Felipe III”, registrou o documento brasileiro.