Sexta-feira 13 é aquele dia que todo supersticioso que se preza já levanta da cama com o pé direito. Mas quando se trata de uma sexta-feira 13 do mês de agosto, aí parece ainda mais assustador.
E para marcar o conhecido dia do azar, as atrações que abrem a 21.ª Bienal Internacional do livro de São Paulo, hoje, às 13h, no Salão de Ideias, são o cineasta Zé do Caixão e o historiador Dacre Stoker, sobrinho-neto de Bram Stoker, autor de “Drácula”, clássico da literatura de terror.
O evento terá um dia inteiro de atividades ligada ao universo do terror e dos vampiros, tão em moda. Mas esse clima se estende a outros espaços da cidade e algumas casas prometem transformar crendices populares em motivo para diversão.
Monteiro Lobato
Mas nem só de conde Drácula viverá a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que vai até 22 de agosto. No primeiro dia de programação aberta ao público, os eventos sobre vampirismo terão fortes concorrentes na disputa pela atenção do público: a boneca de pano Emília e toda a turma do “Sítio do Picapau Amarelo”.
Monteiro Lobato (1882-1948) é um dos autores homenageados pela Bienal deste ano. A outra é a escritora Clarice Lispector.
O primeiro evento dedicado ao autor acontece às 16h, quando os membros da APL (Academia Paulista de Letras) realizam uma sessão especial sobre sua vida e obra.
Entre as palestrantes estarão Lygia Fagundes Telles e Tatiana Belinky. No lugar do chá servido nas reuniões da APL, haverá receitas feitas por dona Benta e tia Nastácia no “Sítio..”.
Ao longo da Bienal, Lobato ainda será tema de mesa redonda, aula de culinária e de exposição. Além da herança literária, a escolha de Lobato como homenageado deveu-se ao foco da Bienal no público jovem.
“Lobato é a principal referência da literatura infantil brasileira. Como nosso objetivo é formar novos leitores, a temática dele é muito oportuna nesse sentido”, diz diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da CBL (Câmara Brasileira do Livro).
Ruth Rocha, escritora e acadêmica da APL, explica que a originalidade de Lobato consistiu em escrever para as crianças usando um estilo elegante e não tolo, abordando temas da época (guerra, petróleo) com muito humor.