Polícia

Tráfico perde 11 mil porções de crack

Vitor Oshiro com Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O mundo do tráfico de Bauru, mais especificamente de crack, sofreu um baque ontem. Em duas ações distintas, as polícias Militar e Civil apreenderam 4,3 quilos de crack, quantidade que renderia cerca de 11 mil porções das vendidas entre R$ 5,00 e R$ 10,00. Foi a segunda maior apreensão da droga neste ano.

Foi retirada de circulação droga suficiente para que 11 mil usuários ficassem “na nóia”, como dizem na gíria, para se referir ao efeito do entorpecente no organismo: euforia intensa por um período de 3 a 10 minutos, seguida de depressão, o que leva a pessoa a consumir outra vez o produto.

E é para conseguir dinheiro para comprar mais crack, que muitos usuários acabam cometendo crimes – de pequenos furtos a assassinato. A primeira apreensão de ontem, ainda na madrugada, foi feita pela Polícia Militar (PM) no Fortunato Rocha Lima, perto de uma casa que no mês passado foi descoberto refino de crack. E a segunda, pela Polícia Civil na Vila Falcão

No Fortunato, a PM apreendeu 4 quilos de crack e prendeu quatro pessoas acusadas de tráfico. Os policiais ainda enfrentaram a fúria de dois usuários. Eles tentaram agredir os policiais e incitaram os moradores a fazer o mesmo. A operação começou quando moradores do Fortunato perceberam que um Gol branco, placas AOZ 7810, de Ribeirão Preto, estava rondando o bairro em atitude suspeita. Eles acionaram a PM, que foi ao local averiguar o caso e abordou os ocupantes do veículo.

Foi quando os policiais sentiram um forte cheiro de entorpecente, especificamente crack, evidenciando que o carro foi utilizado para o transporte da substância. No veículo, estavam José Márcio de Oliveira, 38 anos, e Valéria Renata Rocha, 37 anos. Ambos já tinham passagens pela polícia: ele por assalto e ela por receptação.

Após realizar busca no veículo, os policiais encontraram mais de R$ 2 mil, porém, não localizaram o entorpecente. As suspeitas eram de que o produto já havia sido entregue e aquele seria o pagamento pelo transporte. Suspeita confirmada com o auxílio dos cães do Canil da PM, que apontaram um bar localizado aproximadamente a uma quadra do local da abordagem.

No estabelecimento, foram encontradas algumas porções de crack prontas para a comercialização, uma balança de precisão e aproximadamente R$ 700,00. O proprietário do local, Arnaldo Medrade Carvalho, 53 anos, e seu filho, Marcos Medrade de Carvalo, 31 anos, foram detidos em flagrante por tráfico e associação.

Quando questionados sobre onde residiam, eles apresentaram certa resistência, porém, Marcos Medrade acabou revelando que eles moravam em um casa localizada ao lado do bar.

Na residência, a PM finalmente encontrou o entorpecente entregue pelo casal que estava no Gol. Havia aproximadamente quatro quilos de crack embalados em papel filme sob um colchão. Segundo os policiais, Arnaldo já tem passagens na polícia por tráfico e sua ex-mulher confirmou a prática.

Ela, que tem vários problemas de saúde e mora na residência onde o entorpecente foi localizado, revelou que o marido geralmente recebe droga e guarda naquela propriedade.

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