O modelo de desenvolvimento adotado pela maioria dos países do mundo tem sido responsável pelos problemas sócio-ambientais. Atualmente, não apenas alteramos o meio ambiente que vivemos, mas o degradamos, por vezes destruindo os babitats provocando a extinção de plantas e animais. Os problemas smbientais são identificados em todo o planeta como a chuva ácida, o efeito estufa, o desmatamento das florestas, poluição do ar, água, solo, poluição sonora e outros.
Na Assembléia Geral das Nações Unidas foi indicada em 1983, a então ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, para presidir a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, dando os primeiros passos para uma mudança no planejamento integrado entre a econômia e o meio ambiente.
O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades (Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento). Muitos dos problemas de hoje são resultado de decisões tomadas sem considerar seus impactos nos recursos humanos e não humanos do meio ambiente.
Envolve sempre o número de individuos que pode tirar o seu sustento de determinada área, depositando nela seus residuos, sem degradá-la. A capacidade de suporte sustentável reflete as taxas de exploração de recursos naturais, que não levem à sua degradação por determinada população, por um longo tempo. Os povos indigenas são ditos hoje, os verdadeiros guardiões da natureza. Mas além desses temos os habitantes que viveram ou vivem numa econômia de subsistência, que sabem preservar o meio ambiente, pois exercem um estreito controle local sobre ele, pos os seus filhos e netos viverão da terra que ocupam.
Assim possuem uma relação com o meio ambiente de sustentabilidade, elas conseguem identificar o necessário limite de extração das
riquezas naturais, de utilização do solo e das águas e de lançamento de dejetos.
O uso não sustentável do solo deve levar à erosão e a poluição dos rios, nascentes e extinção dos animais e flora das matas que são eliminados como se o amanhã não existisse. O que prevalece é o domínio sobre a natureza visando somente o lucro e o capital.
Os animais e aves são gradativamente expulsos de seu meio, pois a ocupação cada vez maior dos espaços antes preservados para estes são reduzidos drasticamente, diminuindo assim os recursos hidricos, como a poluição por agrotóxicos ou seca completa das nascentes desequilibrando totalmente o meio rural, o que chegará as consequencias do caos até aqueles que não são responsáveis diretamente por essa degradação. Temos que pensar até que ponto a mudança no Código Florestal vai de encontro ao desenvolvimento sustentável, eis a questão.
A autora, Marcia Regina Nava Sobreira, é professora do Centro de Humanas da USC