Internacional

Brasil fez apenas um apelo por Sakineh e acompanha caso de jovem em Abu Dhabi

Folhapress
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Brasília - O chanceler Celso Amorim disse ontem que a oferta do Brasil de asilo à iraniana Sakineh Ashtiani, condenada a morrer apedrejada pelo crime de adultério, “não é uma negociação’’, e sim “um apelo’’, uma vez que Teerã possui autonomia para agir como achar melhor.

Ontem, após falar a alunos da USP, Amorim afirmou que o caso de Sakineh é diferente do da francesa Clotilde Reiss, que foi libertada no Irã após dez meses de prisão por espionagem, graças a apelo do presidente Lula durante visita ao país, em maio passado.

“É uma situação diferente. Claro que (o caso Sakineh) choca a sensibilidade nossa. Mas é uma situação iraniana. No outro caso, era uma cidadã estrangeira, o que nos dava margem de negociação.”

Brasileira

O chanceler Celso Amorim disse que o país acompanha de perto o caso da adolescente brasileira de 14 anos condenada por ter feito sexo consensual fora do casamento, com um homem de origem paquistanesa de 28 anos, nos Emirados Árabes.

Diplomatas em Brasília e em Abu Dhabi trabalham para dar toda a assistência possível à família e à menina que foi condenada a seis meses de prisão seguidos de deportação do país árabe.

“Estamos em contato estreito com a família, com os advogados e também em contato, que julgamos adequado, com as autoridades dos Emirados. As coisas que têm de ser feitas estão sendo feitas, mas da maneira adequada”, declarou Amorim.

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