São Paulo - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, recebeu alta às 8h de ontem no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, informou o hospital em comunicado. Ele embarcou em avião da FAB antes das 9 horas da manhã no aeroporto de Congonhas, segundo a assessoria de imprensa da Infraero no local.
“Me sinto muito bem, graças a Deus e à medicina também. Foi muito oportuna a assistência desse centro especializado em oncologia. Vamos renovados, com perspectivas muito altas de cura”, disse Lugo a jornalistas que o esperavam na saída do hospital.
Lugo estava internado desde a última terça-feira. Ele iniciou na quinta-feira o tratamento de quimioterapia recomendado pelos médicos depois que exames confirmaram o diagnóstico de câncer linfático em três partes do corpo. Após a sessão de quinta-feira, o governante será submetido a outras cinco em Assunção (Paraguai), no intervalo de três semanas.
A equipe que o acompanhou é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Frederico Costa, Yana Novis, Paulo Hoff e Júlio César Mariño.
Os exames realizados em São Paulo confirmaram o diagnóstico de linfoma em um gânglio inguinal, que foi extirpado em 4 de agosto, outro nódulo no tórax, que não pode ser extirpado, e mais uma lesão em uma região óssea na terceira vértebra.
Agenda
Lugo confirmou que manteria sua agenda de ontem, reunindo-se com o líder boliviano, Evo Morales, com quem participa do 4º Fórum Social das Américas, e que à noite receberia o presidente uruguaio, José Mujica. “Amanhã (hoje) pela manhã nos reuniremos os três para tratar de reimpulsionar e relançar o Urupabol”, disse ele, referindo-se ao grupo de integração entre Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Hoje, Lugo completo dois anos de governo, previsto para terminar em 2013.
Primeira sessão
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reagiu positivamente à primeira sessão de quimioterapia para combater o câncer linfático à qual se submeteu ontem em um hospital na capital paulista, informaram fontes oficiais.
A reação positiva à primeira sessão de quimioterapia “chamou a atenção” da equipe médica, que pretende dar continuidade ao tratamento, acrescentou o ministro.