Política

Cisterna é benéfica ao bolso da população

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Como já era de se esperar, o projeto de lei que estimula o reuso da água foi muito bem recebido por aqueles preocupados com o meio ambiente. Para o ambientalista do Instituto Ambiental Vidágua e da Organização Não Governamental (ONG) Desafio da Sustentabilidade, Kláudio Coffani, o reuso da água, especificamente com a construção de reservatórios de reaproveitamento pluvial em edificações – conhecidas como cisternas -, é uma medida que deveria já ter sido tomado há décadas.

“É um enorme absurdo a água das chuvas não ser aproveitada. Além do desperdício, se ela for reutilizada, problemas como fortes enxurradas e inundações serão evitados”, afirma.

A água pode ser reutilizada com inúmeras finalidades como a limpeza, transporte e irrigação. Se o projeto de lei for aprovado, todas as futuras edificações da área urbana que tenham trezentos metros quadrados ou acima de cobertura ou telhado precisam obrigatoriamente ter cisternas.

No projeto de lei da prefeitura, ainda não há uma capacidade mínima para os reservatórios. O artigo sétimo afirma que esta condição será regulamentada por meio de Decreto Municipal.

De acordo com o engenheiro Marcos Vanderley Ferreira, é importante que a capacidade seja bem regulamentada. “Se for instalada uma cisterna pequena, não adianta nada. Caso passe um longo período sem chuva, o reservatório seca e o objetivo não é atingido”. Segundo ele, uma cisterna razoável tem capacidade de dez mil litros de água.

O arquiteto Evaristo Kirita Rodriguez explica que cada caso deve ser analisado separadamente, porém, o valor médio do investimento para uma residência é de cerca de R$ 10 mil.

Apesar de não se tratar de uma residência, mas de um prédio comercial, Guilherme Cury adotou o sistema de cisterna quando construi a edificação em 2005 e garante que não se arrependeu. “Temos uma economia aproximada de 20% ou 30%. Logo, recuperamos nosso investimentos”.

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