• Aterro sem licença
A Emdurb sabia, a prefeitura sabia, a Diretoria de Limpeza Pública sabia, todos sabiam: a licença para operar o aterro sanitário, mesmo nas condições atuais, vence amanhã, domingo. Ainda assim, até ontem a Emdurb ainda não tinha protocolado novo projeto para tentar buscar renovação da licença e ampliação da operação junto à Cetesb.
• Divisão da Emdurb
O presidente da Emdurb, Nico Mondelli Júnior, tem mais de um desafio pela frente. Ele assumiu com o fantasma da contaminação por chumbo no aterro, concentrou esforço para ajustar os contratos, mas não conseguiu montar sua própria equipe. Os cargos de comando estão divididos em três fatias, a maior delas ainda nas mãos de Rubito Ribeiro.
• Problema nos preços
A empresa municipal fez um primeiro ajuste na composição dos custos de serviços, agora realizados de forma exclusiva à prefeitura. Demorou para o governo atual perceber que exclusividade significaria viver sem licitação para continuar trabalhando e com menor pagamento de impostos, como o sobre a renda. Mas os ajustes não resolvem tudo. Ainda há preços muito caros e gorduras na estrutura a acertar.
• Subsídio e cheque
A Emdurb continua sendo o filho protegido do governo municipal. Até o governo anterior, o esforço foi para convencer o “filho” de que teria de pagar suas próprias contas sem pedir socorro ao “pai”. Mas a prefeitura sempre deu “um cheque a mais” no final do ano para ajustar a conta. Depois, a empresa recebeu caminhões novos para coletar o lixo e ainda continuou cobrando do “pai” sem descontar o “presente”. É custo operacional e subsídio de forma continuada.
• A quarta camada
O diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Éwerton Mussi, está no cargo desde abril do ano passado graças a Rubito Ribeiro. Até aí, tudo bem, cada gestor escolhe seus homens de confiança. Mas ele continua lá e ontem se embaraçou ao discutir que o problema na quarta camada do aterro está em suas mãos desde 2009 e, o pior, a licença global para o aterro operar vence no domingo.
• Homens de confiança
Por falar em braço direito, o secretário Municipal de Saúde, Fernando Monti, escolheu dois integrantes do próprio quadro da prefeitura para comandar duas áreas estratégicas da nova estrutura da pasta. Cristiano Ricardo Zamboni assumiu a gestão tecnológica, e Luiz Fernandes Rueda responde pela gestão estratégica. São postos em escala de subcoordenadorias, logo abaixo do secretário no novo organograma.
• Convênio bancário
A Câmara Municipal de Bauru firmou novo convênio com o Banco do Brasil. Com o acordo, servidores da Casa terão benefícios ao contratar empréstimos, inclusive na área imobiliária. Taxas de juros reduzidas e tarifas diferenciadas estão entre as melhorias obtidas pelo acordo.
• Prazo para as contas
Projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) apresentado por diversos vereadores da Câmara definiu atribuições para o processo de julgamento das contas de prefeitos no prazo de 90 dias, a partir do recebimento dos autos do Tribunal de Contas do Estado. Atualmente, o prazo é de 60 dias após o recebimento do parecer prévio do TCE.