Tribuna do Leitor

Meio Ambiente


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Gostaria por intermédio desta respeitadíssima coluna de vir retratar um assunto que ultimamente está em evidência, não só aqui em Bauru, mas em âmbito nacional e internacional - o meio ambiente.

Já cansei de escutar desde criancinha um antigo ditado popular em que uma andorinha voando sozinha não faz verão. Sei que, mais precisamente, aqui em nossa cidade tem pessoas de bom senso, voltadas constantemente pela preservação do meio ambiente, mais preciso ainda, pela flora. Pois bem, quando me referi ao antigo ditado popular acima, eu, como leitor e assinante deste respeitado e consagrado jornal, tenho que discordar do ditado da andorinha, que voando sozinha não faz verão.

Eu sou morador antigo do então intitulado maior núcleo habitacional da América Latina (Mary Dota). Moro aqui neste endereço desde sua inauguração. Em frente à minha residência existe um terreno, que com muito custo e muita discussão na Prefeitura, na Cohab e no DAE eu consegui achar um dono. Naquela ocasião foram várias discussões entre os três órgãos, um jogava para o outro a posse do terreno, isto era o que eles me passavam como informação, tudo para fugir da responsabilidade do terreno, como benfeitorias, limpeza e conservação do mesmo. Até que um certo dia eu consegui por intermédio de um funcionário da prefeitura, que prefiro não divulgar o nome, um mapa da localização de minha casa e do certo terreno.

Neste mapa aparece o pai do "meninão" (a prefeitura), e, para meu espanto e indignação, o terreno que consta no mapa, em frente à minha casa, aparece como uma praça pública. Que praça pública era aquela? Depósito de lixo, entulho e mato alto? E ainda ao lado do poço artesiano do DAE (poço profundo). Já que governos passados a ignoraram, a abandonaram, peço para o nosso prefeito Rodrigo Agostinho, defensor do meio ambiente, que venha até o local agora para nos visitar e ver como o "garotão" cresceu, e está bonito. Cansei de discussões e pedidos de limpeza, brigas com vizinhos que se acham no direito de jogarem lixo e entulho, e das falsas promessas de manutenção que outras gestões anteriores não cumpriam. De seis ou sete anos para cá, cuido do "garotão", é assim que eu o vejo, com suas inúmeras árvores, todas plantadas por mim e bem tratadas, tem ipê roxo, ipê amarelo, cinzeiros, ficos, palmeiras, fora as que estão para serem plantadas. Tenho muito orgulho quando abro o portão da minha casa e vejo crianças brincando, soltando pipas, sorrindo com aquele espaço que eu lutei para conseguir, é gratificante, alguém te elogiar pelo que você faz de bom para a sociedade.

Sabe prefeito, gostaria de ver aquele garotão com calçada e mureta, por isso reforço o convite: venha ver com seus próprios olhos e saiba - não sou uma andorinha, mas lutando sozinho estou conseguindo fazer o verão de muitos.

Luiz Antonio Oliveira Santos

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