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Minha história: “Elementar, meu caro Watson”


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Em 1978,Valéria Bastos Bugine, minha aluna na 7ª série diurna no Liceu Noroeste, revelou-me que Adair Dutra Bugine, seu pai, era um pesquisador ufológico. Pelo interesse comum pelos óvnis, Adair e eu ficamos amigos.

Passamos a pesquisar juntos o fenômeno ufológico, anos a fio. Adair é para mim o Sherlock Holmes da ufologia brasileira. Seu espírito perspicaz, crítico, objetivo, frio, isento de paixões, sempre me fez sentir como se fosse o Dr. Watson, companheiro inseparável de Holmes.

Assim como o Dr. Watson, sempre acompanhei as notáveis, concisas, cristalinas ilações de Adair diante de um caso ufológico. A famigerada frase: “Elementar, meu caro Watson!”, dita por Holmes para Watson ao final de cada caso, soava em meu cérebro quando Adair equacionava um intrincado caso ufológico.

Como Holmes, Adair ouvia muito, falava pouco. Como Holmes, Adair agia discretamente. Holmes era

um violonista exímio, de extrema sensibilidade. Adair era profundamente sensível.

Adair é, na minha opinião, um pesquisador sério, competente, inigualável, merecedor dos louros como um ufólogo brasileiro.

Professor Gilberto Sidney Vieira

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