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TSE: só Lula pode discutir uso de imagem

Vannildo Mendes
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Se depender do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidenciável tucano José Serra pode, por ora, continuar usando a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua campanha, em vez de trombar com a popularidade do adversário. O ministro Henrique Neves, ao mandar arquivar duas ações movidas pela coligação que apoia a candidata petista Dilma Rousseff, sustentou que só Lula tem legitimidade para reclamar de uso indevido do seu nome. Programa de TV exibido na semana passada mostrou cenas de Serra, então governador de São Paulo, ao lado do presidente. O narrador destaca que se trata de dois “líderes experientes” e “homens de história”.

Os partidos da coligação de Dilma entenderam que o objetivo da inserção era confundir o eleitor, criando uma “armadilha propagandista” que liga Lula a Serra. Os aliados do tucano mostraram insatisfação, mas Serra, em queda livre nas pesquisas, insiste em testar a fórmula por mais algum tempo antes de mudar o rumo da campanha.

Na sua decisão, Neves observa que a veiculação da imagem não importa necessariamente em participação para pedir apoio. Citando o Código Civil, o ministro lembrou que cabe esse tipo de reclamação quando o uso da imagem se destina a atingir a honra, a boa fama e a respeitabilidade ou se destine a fins comerciais. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, informou que a coligação vai recorrer da decisão.

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