Islamabad - Mais de 800 milhões de dólares foram destinados às vítimas das enchentes no Paquistão, informou o ministro das Relações Exteriores ontem. Enquanto isso, milhares de pessoas no sul do país temem que a destruição aumente. A cheia dos rios na província de Sindh ameaça causar mais destruição no país, uma catástrofe que já minou a popularidade do governo e pode ajudar militantes islâmicos a ganharem o apoio da população.
O ministro Shah Mehmood Qureshi agradeceu os 815,6 milhões de dólares em ajuda internacional destinados a aliviar o sofrimento da população depois de um dos piores desastres da história do Paquistão. “Numa situação como essa, quando o Ocidente, a Europa e a América estão numa recessão, esse tipo de solidariedade pelo Paquistão eu acho muito encorajador,” disse ele numa coletiva de imprensa em Islamabad.
A pior enchente das últimas décadas destruiu vilarejos, pontes e estradas, deixando mais de 4 milhões de desabrigados e gerando a preocupação de que militantes islâmicos possam explorar a miséria e o caos para angariar o apoio da população.
Saleh Farooqui, diretor-geral da autoridade de administração de desastres em Sindh, disse que as enchentes já atingiram quatro distritos, inclusive áreas urbanas, nas últimas 24 horas, forçando 200 mil pessoas a buscar refúgio em áreas mais altas, onde as águas não chegam.
“A região sul de Sindh é agora nosso foco. Já redirecionamos recursos de resgate para a área,” disse ele. Autoridades esperam que as águas recuem em todo o país nas próximas semanas.