A Associação de Pais para Integração Escolar da Criança Especial (Apiece) foi premiada com um evento ímpar, denominado Solidary Rock, na sua 3ª edição, num espaço amplo, de chão abençoado, aGranja Santa Cecília, zona oeste de nossa Bauru. Com público saudável e sonhador, resgatando a história sempre viva e eufórica do tempo em que Elvis Presley repaginou uma nova era da música que embriagava o coração de todos e de todas as idades. Eu vivi esse tempo com os jovens de minha geração. Claro que o saudosismo estava presente nos olhos de todos os participantes. Daí a grandeza do evento, mostrando que a saudade, o sonho e o gosto por um estilo musical poderia ser complementado nobremente com o ingrediente da solidariedade!
E assim, até onde conheço a história desse formato recheado de filantropia, há três anos, quatro jovens bem-nascidos, com posição familiar, social e profissional muito bem definidas, resolveram inovar o jeito de beneficiar os mais carentes de uma maneira singular, ou seja, prestigiar o rock e, ao mesmo, doar 100% da renda ao próximo, sem nenhum preconceito e sem alarde do tamanho do benefício que a entidade escolhida receberia. E tudo aconteceria em apenas 12 horas! O show e a renda destinada à entidade!
Confesso que estava ansiosa pela festa de solidariedade e seu público. Afinal, nunca participamos de um evento tão silencioso nos preparativos e com público tão grande e selecionado. Para mim, ou era um sonho ou uma grande bênção que Apiece com certeza fez por merecer!
E pensar que não consegui dormir de tanta gratidão e reconhecimento pelos quatro mosqueteiros da esperança que, em 12 horas, apenas, conseguiram a verba para ampliar e equipar com mais conforto a cozinha experimental da nossa escola, com 76 deficientes mentais, que fazem daquele local extensão de sua família e da comunidade bauruense.
Gostaria, naquelas horas, que toda população de Bauru visse o que acontecia, e como acontecia!
Com esses quatro cidadãos com os olhos voltados à realidade e sem nenhum discurso, apenas ações, sinto que com o tempo conseguiremos destruir o preconceito, pois alguém muito sábio ja preceituava que era mais fácil destruir o núcleo de um átomo do que o preconceito!
Essas criaturas precisam ser identificadas por todos veículos de comunicação, rádio, televisão, jornais, pois existe a notícia sensacionalista do bem! São eles: doutor Rogério Rocco Magalhães, doutor Rafael de Almeida Ribeiro, Luiz Carlos Gonçalves Júnior e Fábio Alexandre Jacob. Nossa eterna gratidão.
Apiece - Catarina e toda equipe