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Homens presos em mina devem ser resgatados só no fim do ano


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Santiago - O grupo de 33 mineiros que ficou preso a quase 700 metros de profundidade, no norte do Chile, deve ser resgatado só daqui a cerca de quatro meses e terá de fazer psicoterapia para manter o equilíbrio emocional. Eles estavam desaparecidos desde o último dia 5, quando a mina de ouro e cobre onde trabalhavam desabou. Foram localizados ontem com uma sonda.

Depois de chegar até o local onde estão abrigados, o equipamento voltou à superfície com um bilhete no qual avisaram: “Estamos bem, no refúgio, os 33”. O local, que tem 52 m2, será o lar dos mineiros até a equipe de resgate escavar um novo túnel para retirá-los dali.

Depois de receberem água e nutrientes concentrados para garantir o bem-estar físico, o grupo responderá a um questionário que será avaliado pela equipe de psicólogos enviada pelo governo. Eles serão submetidos a terapia de grupo ou individual, dependendo do caso.

O desafio será manter o ânimo de todos, controlar a impaciência e evitar atritos. Uma das estratégias será enviar por meio de uma sonda cartas e vídeos com recados dos familiares, que estão acampados ao lado da mina San José, localizada no departamento de Copiapó, no deserto do Atacama.

Os psicólogos também tentarão estabelecer uma rotina, para que o grupo tenha horários para dormir e comer, já que a falta de iluminação resulta na disfunção do relógio biológico.

Segundo o governo, os psicólogos apoiarão e legitimar líder para que seja mantido o controle do grupo, que tem homens de 25 a 63 anos.

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