Política

Pai vai ao Gabinete protestar por saúde


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A Prefeitura de Bauru comentou ontem que à tarde um munícipe, acompanhado da filha, de aproximadamente 11 anos, esteve no Gabinete, para reclamar quanto à demora no atendimento do Pronto-Socorro Infantil (PSI), onde recebeu orientação, conforme atendimento de rotina.

A administração argumenta que o munícipe estava alterado e chegou a levantar a voz e jogar alguns objetos no chão. “A administração municipal entende o posicionamento do munícipe, mas, como medida preventiva, para respaldar a integridade dos servidores que o atendiam, foi acionada a Polícia Militar, que nem mesmo chegou a falar com o munícipe”, menciona a nota.

A assessoria argumenta que pai e criança foram acompanhados, de volta, ao atendimento e que o responsável não deveria ter se ausentado da unidade de emergência.

Entretanto, a administração reconhece que houve nova falha na escala dos médicos. O Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria da Saúde confirmou que houve uma ausência não justificada na escala da manhã. “A escala previa quatro médicos no atendimento. Enquanto a chefia providenciava a cobertura da escala, deu entrada uma criança, em estado grave, que precisou ser transportada em UTI, o que, por lei, obrigatoriamente ter que ser feito com o acompanhamento médico, o que foi feito com o médico se ausentando do prédio, o que acabou contribuindo para aumentar o tempo de espera”, descreve.

A criança passou por pré-consulta por volta de 14 horas e aguardava para a consulta médica. Mas o tempo de espera chegou a duas horas e meia. “Houve um acúmulo de até 48 fichas de pacientes à espera de atendimento. A escala já foi normalizada e a criança em questão atendida”, finaliza a administração. A reportagem foi até a prefeitura mas não conseguiu localizar o pai para comentar o fato.

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