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Em menos de 3 meses, Corpo de Bombeiros já combateu 983 incêndios

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O período crítico para risco de incêndios na região de Bauru, que vai de 1 de junho a 31 de outubro, ainda está praticamente na metade. Mas, até ontem, o 12º. Grupamento de Bombeiros, cuja sede é em Bauru, já havia atendido 983 solicitações de combate a fogo em terrenos baldio, pastagem e mata nativa em 69 municípios da região num total de 1.255 focos de incêndio.

A maioria esmagadora das ocorrências - 970 - foi em área de vegetação nativa, mostra levantamento do 12.º Grupamento de Bombeiros que tem postos de atendimento em Bauru, Jaú, Lins, Pederneiras, Promissão, Botucatu, Avaré, Piraju e Lençóis Paulista.

Juntos, os 1.255 focos de incêndio queimaram cerca de 719 mil hectares, área equivalente a, aproximadamente, 720 mil campos de futebol. Vão desde áreas pequenas, de poucos metros quadrados, principalmente quando o incêndio ocorre no perímetro urbano, até vários hectares, quando o fogo atinge uma área de mata nativa ou pastagem.

Anteontem, por exemplo, um incêndio em área de mata nativa nas proximidades do cartódromo Toca da Coruja, exigiu dos bombeiros muito esforço. Eles só conseguiram debelar as chamas sete horas após o início do trabalho (leia mais nesta página).

O ar seco, em função da ausência de chuvas, aumenta a incidência de fogo em terrenos baldios e matas. Novamente ontem, o Corpo de Bombeiros recebeu cerca de 40 chamadas para combater incêndios. Como anteontem, a umidade relativa do ar ontem ficou baixa, na casa dos 15%. E, ontem, para piorar, foi registrada a maior temperatura deste inverno (leia mais abaixo).

Como a umidade do ar é um dos fatores que influenciam o fogo, com índices baixos como os registrados em toda a região nos últimos dias, surgem focos de incêndios tanto em área urbana quanto rural. Com a vegetação seca e umidade do ar baixa, as chamas se alastram facilmente.

O fogo colocado em um monte de folhas secas, por exemplo, para limpar um quintal, pode sair do controle e se espalhar para terrenos vizinhos. Foi o que ocorreu anteontem em Bauru. Um morador do Jardim Andorfato colocou fogo para limpar o matagal do quintal, mas as chamas se alastraram e destruíram seu barraco de madeira.

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