Política

Centro Comunitário abriga catadores de recicláveis

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Há seis meses o prédio que abrigava o Centro Comunitário do Jardim Progresso se tornou moradia de um casal que recolhe e vende material reciclável. O local, que até 2006 abrigava cursos profissionalizantes e era palco de bailes e festas da comunidade, estava abandonado e foi invadido pela dupla no final de fevereiro.

A moradora do Jardim progresso Gina Romano lembra que o centro era amplamente utilizado pela população até alguns anos atrás. “A gente fazia teatro, cursos de corte e costura e os bailes da terceira idade”, recorda. Porém, quando a diretoria que tomava conta do centro se desfez, o imóvel permaneceu abandonado.

Em 2008, ele foi utilizado pelos trabalhadores da construção da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Francisco Júnior como área de refeitório e descanso. Porém, quando a obra foi concluída, o prédio voltou a ser tomado pelo mato.

Moradores afirmam que a fiação foi furtada, assim como as louças dos banheiros. “Muita gente usava o prédio para se esconder ou jogar animais mortos”, conta. Até que em fevereiro o casal ocupou o imóvel. Ontem, o Jornal da Cidade esteve no local, mas os atuais “moradores” não estavam por lá. No imóvel improvisaram um quarto e uma cozinha, com um fogareiro feito de tijolos.

Questionada pela reportagem, a prefeitura informou que o projeto original de reforma da Emef, de autoria da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), prevê a demolição do prédio do antigo Centro Comunitário, localizado em área ao lado escola, para que a mesma seja anexada e utilizada para a ampliação da área total. As pessoas que ocupam o local deverão ser retiradas de acordo com a lei, pois trata-se de uma invasão de área.

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