Internacional

Homens armados atacam hotel na Somália e matam ao menos 30


| Tempo de leitura: 1 min

Mogadício - Um grupo de homens armados invadiu ontem o Hotel Huna, em Mogadício, capital da Somália, e matou ao menos 30 pessoas a tiros e explosões. O governo somali culpa insurgentes do grupo islâmico Al Shabaab, que querem instaurar a lei islâmica (sharia) no país e tem vínculos com a Al-Qaeda. Entre as vítimas estão ao menos seis parlamentares. “Também morreram na operação cinco integrantes da segurança do governo. No final, eles (os homens armados) se explodiram”.

Segundo o vice-premiê Abdirahman Haji Adab Ibbie, outras quatro vítimas são altos funcionários do governo. Segundo relatos de um porta-voz da missão de paz da União Africana, ao menos dois insurgentes, vestidos com uniformes das forças governamentais, entraram na recepção do hotel com granadas de mão e atirando indiscriminadamente contra os presentes.

Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas os militantes radicais do Al Shabaab protagonizam uma dura insurgência contra o frágil governo somali, apoiado pelo Ocidente. Eles já controlam a maior parte da capital Mogadício.

O ataque de hoje ressalta o fracasso do governo e de mais de 6.300 militares das tropas da União Africana em manter a ordem e paz na Somália, após quase duas décadas sem um governo afetivo.

O Hotel Huna fica em uma das poucas áreas ainda controladas pelo governo na capital, entre o palácio presidencial e o oceano Índico.

Comentários

Comentários