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Seleção Brasileira: Mano Menezes diz estar atento a todos os jogos do Brasileirão


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Ao contrário do que fazia Dunga quando estava no comando da Seleção Brasileira, o técnico Mano Menezes tem sido figura frequente nos estádios durante a disputa do Brasileirão. Disposto a dar chance a todos jogadores que se destacarem, ele revelou nesta quarta-feira que está atento aos jogos do campeonato nacional, sem esquecer das disputas estrangeiras.

Mano Menezes, por exemplo, esteve no Pacaembu no último domingo, onde assistiu ao clássico entre Corinthians e São Paulo, e um dia antes foi ao Engenhão para ver a partida entre Botafogo e Avaí. Enquanto isso, o seu assistente técnico na Seleção, Sidnei Lobo, viajou até Curitiba para acompanhar o duelo entre Atlético-PR e Flamengo também no domingo.

O fato de acompanhar de perto os jogadores que atuam no Brasil está diretamente ligado ao projeto de renovação da Seleção e de valorização do futebol jogado no País, que Mano considera uma fonte inesgotável de novos talentos. O treinador, inclusive, admitiu que muitas vezes vai ao estádio para ver um jogador e acaba se encantando pelo futebol de outro.

“O técnico tem que estar atento a tudo. Eu fico atento a tudo e é normal que alguém que você não estava esperando chame a atenção”, disse Mano, em entrevista nesta quarta-feira na TV Bandeirantes. Nesse trabalho, ele conta com o apoio dos auxiliares Sidnei Lobo e Rafael Vieira, que também vão aos estádios com frequência. “Nós estamos mapeando todos (os jogos) para observar bem.”

Distante do povo

Durante essa mesma entrevista, Mano reconheceu que o distanciamento promovido por Dunga entre os jogadores da Seleção e os torcedores durante a disputa da Copa do Mundo na África do Sul não foi o ideal. Segundo ele, o antigo treinador poderia ter adotado um regime mais flexível, que seria benéfico para todos os envolvidos.

“O sentimento que eu, como torcedor da Seleção, tive do lado de cá (no Brasil) é o de que a Seleção esteve um pouco distante do povo, pois o que a imprensa faz é trazer uma satisfação sobre aquilo que o torcedor quer ouvir. Os nossos jogadores ficaram um pouco distantes do torcedor brasileiro. E eu disse agora na Seleção que não custa nada o torcedor se dirigir ao torcedor que está ali parado esperando por um autógrafo”, afirmou Mano.

O novo técnico da Seleção citou o exemplo do amistoso que o Brasil disputou contra os Estados Unidos, no último dia 10 de agosto, em Nova Jersey (EUA), quando ele estreou no cargo, para reforçar a preocupação de estreitar a relação entre os jogadores e a torcida. Mano enfatizou que o fato de os jogadores cederem ao menos cinco minutos do seu tempo para atender aos torcedores não irá prejudicar o trabalho da equipe.

“Nós atendemos a um grande número de pessoas que ali (nos Estados Unidos) tiveram uma oportunidade de ver os jogadores de perto, que tiveram uma oportunidade única de pegar um autógrafo”, lembrou Mano, que, ao mesmo tempo, evitou criticar Dunga diretamente pelo isolamento da seleção na última Copa do Mundo.

Ronaldo

Mano também falou ontem sobre Ronaldo, de quem foi treinador por 1 ano e meio no Corinthians. O atacante não joga desde o dia 9 de maio e luta para recuperar a forma física. Mas o técnico da Seleção acredita que ele possa dar a volta por cima.

“Pelo que vi dele nesses últimos dez dias, acredito que ele ainda tem condições para jogar em um alto nível. Com o Ronaldo, tudo é possível e não se trata de força de expressão. Ele volta quando todos acham que ele vai parar”, disse Mano.

O treinador, porém, admitiu que a aposentadoria de Ronaldo está cada vez mais próxima, possibilidade que o próprio jogador vem admitindo. “Ele mesmo falou sobre esse assunto. Ele sabe que, infelizmente para ele e para nós, é o momento de parar. Mas acho que ele pode fazer um sacrifício final. Falei com ele pelo telefone e acredito que ele está bem animado”, contou Mano.

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