Regional

Médicos residentes em greve há 7 dias fazem passeata em Botucatu

Por Lilian Grasiela | Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – Cerca de 120 médicos residentes da Faculdade de Medicina de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), que aderiram no último dia 20 à greve nacional da categoria por aumento no bolsa-auxílio, fizeram ontem à tarde passeata pela rua Amando de Barros, Centro da cidade, com o objetivo de orientar a população sobre os motivos da paralisação.

De acordo com a presidente da Associação dos Médicos Residentes do município, Priscila Medeiros, os residentes saíram da Praça do Bosque às 14h30, com destino à Praça Paratodos. “A intenção, nesse momento, foi explicar para a população porque a gente está em greve e fornecer um folheto com as nossas reivindicações”, explica.

Os médicos residentes são profissionais formados, que fazem especialização em alguma área da medicina. Eles atuam nos hospitais de forma assistencial, nos setores de emergência, cirurgias e consultas agendadas, sob a orientação de um médico. A paralisação, que já dura uma semana, afeta, sobretudo, pacientes com consultas agendadas nos ambulatórios.

A categoria justifica que a bolsa-auxílio, que hoje é de R$ 1.916,45, está com valor congelado desde 2007, e reivindica reposição de 38,7%, além de benefícios.

Segundo Medeiros, as negociações avançaram nesta semana. “Na quarta-feira, teve uma reunião em Brasília. O pessoal da comissão nacional de greve, que tem representantes de todos os Estados, conseguiu conversar com integrantes do Ministério e propôs um acordo intermediário”, diz.

A nova proposta, segundo a presidente da associação, iria ser avaliada no final da tarde de ontem pelo Governo Federal.

Hoje, às 10h, será realizada reunião estadual da categoria no Centro de Convenções Rebouças, na Capital, para discutir os rumos da greve.

À tarde, os médicos residentes de Botucatu realizam uma assembleia para discutir se a paralisação será mantida. “A greve continua. Mas essa possibilidade de conversar com o Ministério já foi muito positiva para os residentes”, declara.

As contratações de médicos terceirizados para substituir servidores em greve começarão na próxima semana, segundo informou ontem o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. “O presidente do INSS (Valdir Simão) está estabelecendo as regras de contratação”, disse. Ele não soube dizer, no entanto, qual o total de pessoas a serem contratadas. “A Justiça mandou que se fizesse imediatamente (a contratação). Não sabe quantos serão. Em alguns locais do País nem haverá contratação.”

Comentários

Comentários