Articulistas

Banalização da ética

Gaspar Reis Moreira
| Tempo de leitura: 2 min

Em época de eleição, fala-se muito em ética. Nas ruas, na televisão, nos jornais, em todos os lugares. Mas aí é que devemos nos questionar: o que é ser “ético”? A palavra ética vem do grego “ethos”, que significa o modo de ser, o caráter de cada indivíduo. Ser ético é agir com dignidade, decoro, zelo, eficácia e consciência dos princípios morais.

Porém, infelizmente, é justamente ao oposto de todos esses princípios que costumamos ligar a imagem dos gestores públicos em nosso País. Isso porque somos sobressaltados diariamente por notícias de corrupção e desvio de dinheiro público. A falta de transparência com nossos bens está na agenda da sociedade.

Certo é que o Brasil é caracterizado por ter uma cultura política influenciada pela herança colonial patrimonialista, ou seja, o nepotismo, o favoritismo e o clientelismo são visíveis. E quais seriam os motivos para essa conjuntura até os dias de hoje? Falta de fiscalização? Impunidade? Consciência do eleitor?

A reposta pode ser ampla, complexa e, até, a junção de vários fatores. Mas simplesmente apontar a causa do problema não resolve. Por isso, faço um apelo a todos: mais atenção e cuidado na hora de eleger seus candidatos!Vamos buscar informações, investigar e, principalmente, assumir uma postura proativa de acompanhar nossos políticos eleitos e cobrar suas promessas.

Estamos a cerca de um mês de ganharmos o poder de escolher nossos representantes, de sermos atores no palco da democracia. Serão eleitos aqueles que irão lutar por nossas causas, por nossos anseios, que viabilizarão, enfim, a construção de um país mais justo e democrático para todos, independentemente de raça, cor, religião etc...

Como militante de movimentos sociais e de direitos, temos a responsabilidade de orientar a população a fazer o voto consciente, em especial enfatizando que Bauru precisa eleger deputados da terra.

Por isso, está na hora de começarmos a amadurecer nossas idéias, de focar nossas atenções nas próximas eleições e procurar nos informar o máximo possível sobre os candidatos. A mudança tem de partir de nós, eleitores. E cada um deve fazer a sua parte. Afinal, que futuro queremos deixar para as próximas gerações?

O autor, Gaspar Reis Moreira, é assistente social e colaborador de Opinião

Comentários

Comentários