Lendo os jornais deste sábado (28/8), algumas notícias me chamaram a atenção. Não por serem inéditas, mas por acontecerem cada vez mais e com tanta naturalidade. Refiro-me aos policiais bancados pelo tráfico de drogas e o juiz militar preso sob a acusação de furtar cabos de uma empresa de telefonia, ambos no Rio de Janeiro.
Poxa! Juiz furtando fios telefônicos? Parece piada. Mas o que chama a atenção é o fato deste servidor público ser o responsável pelo julgamento dos policiais militares acusados de cobrarem propina para liberar o rapaz que atropelou o filho da atriz global Cissa Guimarães. É brincadeira!
Já no outro caso, a Polícia Federal está investigando policiais civis e militares que estão vendendo armas apreendidas a traficantes. De acordo com as investigações, tem policial que chega a faturar R$ 130 mil por mês. Aí me pergunto: como diminuir a violência? Como incentivar o policial honesto que ganha um salário mísero a trabalhar de forma digna enquanto tem outros canalhas usando a mesma farda e atentando contra o país?
Por outro lado, também me chamam a atenção algumas manifestações como a de artistas protestando pelo fato de não poderem fazer piadas de políticos e “estudantes” contrariados por não poderem beber após a meia-noite dentro de uma universidade pública em Bauru, além de acharem um absurdo alguns alunos estarem sendo processados por destruição ao patrimônio público.
Ninguém protesta pela quebra de sigilo na Receita Federal? Não, isso parece não ser interessante. É lamentável e perigoso o rumo que este país está tomando. Fica aqui minha proposta para os candidatos a deputado federal de Bauru. Se eleitos, lutem para transformar alguns crimes praticados por funcionários públicos em crimes hediondos, pois o maior bandido é aquele que usa da fé pública para cometer crimes.
Luiz Eduardo Borgo