Internacional

Diplomatas do Brasil são proibidos de acompanhar investigações no México


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Monterrey - O cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Lage, disse anteontem que o governo mexicano, alegando questões de segurança, proibiu que os diplomatas do Brasil, de El Salvador, do Equador e de Honduras acompanhassem o trabalho de investigação e identificação das vítimas da chacina em San Fernando, no Estado de Tamaulipas, na fronteira nordeste do México com os Estados Unidos.

Os diplomatas, segundo Lage, estão na cidade de Reynosa, onde recebem informações sobre o andamento das investigações. “As autoridades têm muita dificuldade de controlar esta região, que é semidesabitada, onde há essa constante luta entre grupos de narcotraficantes”, afirmou.

O Itamaraty ainda não sabe quem são os quatro brasileiros que, de acordo com as autoridades mexicanas, estariam entre os 72 mortos da chacina ocorrida em San Fernando. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a assessoria de imprensa, o Itamaraty continua a trabalhar com as informações das autoridades mexicanas sobre a presença de brasileiros entre os mortos e aguarda a identificação e a liberação dos corpos feita pelas autoridades locais, que deverão durar até 15 dias.

Ontem, o chanceler Celso Amorim lamentou a tragédia no México e disse que os brasileiros talvez não precisem mais arriscar a vida para tentar entrar nos EUA. “Os brasileiros têm uma perspectiva de vida muito mais próspera hoje no Brasil, e acho que talvez as pessoas não precisariam correr tantos riscos”, disse.

Granada

Membros de uma organização criminosa lançaram uma granada contra uma estação da polícia de Monterrey, Capital do Estado de Nuevo León (norte do México), o terceiro atentado com explosivos contra os corpos de segurança nesta semana, informaram ontem as autoridades.

Nuevo Léon é um Estado vizinho a Tamaulipas, região onde foram encontrados 72 corpos de imigrantes vítimas de uma chacina na última semana.

Oficiais da Agência Estatal de Pesquisas (AEI) detalharam que, por volta da meia-noite, um jovem que viajava em uma motocicleta lançou uma granada contra instalações da Polícia Municipal de Monterrey.

A bomba explodiu fora da corporação, por isso que provocou só danos materiais nos veículos estacionados frente à sede policial. Na quarta-feira foram registrados dois ataques com granadas que deixaram como saldo quatro policiais feridos.

A onda de violência registrada na cidade desde março, resultado de um conflito entre dois grupos rivais de narcotraficantes, obrigou o Departamento de Estado dos Estados Unidos a ordenar a seus diplomatas que retirassem seus filhos da cidade.

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