Articulistas

A bênção do pai

Edson Valentim de Freitas Filho
| Tempo de leitura: 3 min

Quando se tira dos pais a responsabilidade pela educação, orientação e formação dos filhos, abre-se uma porta para uma geração desregrada, com valores distorcidos. E infelizmente é o que estamos assistindo nas últimas décadas: gerações que se sucedem não aceitando limites, não conhecendo o princípio da honra aos pais, não reconhecendo o que é autoridade. As drogas e a violência têm invadido brutalmente os lares simplesmente porque a família tem deixado de cumprir o seu papel.

O Estado tem sua responsabilidade nessa história quando tenta legislar sobre como os pais têm que educar - dá palmada, não dá palmada. Se esquecem nossos sábios governantes que há leis suficientes no Brasil para punir os exageros. Quando pretensos sábios da psicologia vêm dizer que se deve deixar a criança escolher sua sexualidade, estão, em outras palavras, estão afirmando: pais, abram mão de seu direito de instruir seus filhos, deixem que as crianças escolham, pois elas já são maduras suficientes para isso e vocês não são. Quando dizem “dê chance a de essa criança, dentro da escolha dela, ser feliz” estão afirmando: hedonismo é o que há – prazer acima de tudo, deixe a criança escolher o que a agrada e isso a fará feliz. No entanto, sabemos que não é assim que caráter é formado, mas principalmente quando se tem que lidar com as contrariedades, lutas, diferenças, disciplinas e correções. E deixando os exageros disciplinares de lado, pois sempre há, precisamos enfatizar que os pais têm a responsabilidade, sim, de orientar, educar e formar seus filhos, em todas as áreas. E isso não é sinônimo de opressão, mas de amor. Precisamos resgatar valores da família. Os pais são os responsáveis direto pela formação moral, espiritual e psicológica de seus filhos. Aos pais cabe a última palavra nesse sentido.

Ao longo das gerações, por muitos motivos que o espaço e o tempo não nos permitiriam aqui abordar, os pais (e digo pai gênero masculino)têm abdicado do dever e responsabilidade de abençoar seus filhos nas áreas da identidade e do destino. Os pais deixaram de abençoar seus filhos. A figura paterna se tornou miragem em muitos lares. Pai, você não pode simplesmente se acovardar e deixar que seus filhos cresçam sem afirmação clara de quem eles são, porque existem, porque Deus os criou, qual o propósito de Deus para suas vidas, qual o seu potencial e qual a sua responsabilidade diante da sociedade. Na degradação da família, na multiplicação dos divórcios, na alienação dos pais, a própria sociedade tem colhido os frutos de sua própria deterioração. Queremos uma sociedade melhor? Precisamos resgatar os valores da família! Precisamos, sim, conduzir novamente cada pai ao seu papel de formador e abençoador dos filhos.

Bem falou um dos maiores sábios da história, Salomão, em Provérbios 22:6 “Quando se ensina uma criança pelo caminho que deve andar, até quando envelhecer ela se manterá firme nele”.

O autor, Edson Valentim de Freitas Filho, é pastor da Igreja Batista Bereana e presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru

Comentários

Comentários