Tribuna do Leitor

A PERDA DE LELO


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As perdas espirituais são irrecuperáveis e não se indenizam, jamais. Diante delas só resta o gesto fraterno do consolo, ainda que muito pouco possa consolar. A repentina perda de Lelo criando mais um vazio espiritual em Bauru me traz desejo, quiçá dever, de tentar consolar sua bem formada família, seus leais amigos e o imenso rebanho de suas queridas ovelhas. E o faço imitando a pena ilustre de Manuel Bandeira para escrever.

"No dia vinte e oito de agosto de dois mil e dez, por volta de dezenove horas, sem sofrimento, sem dor e até mesmo sem tempo para despedir-se dos que lhe foram tão caros, José Walter Lelo Rodrigues foi repentinamente chamado a receber o prêmio maior que tanto almejara durante sua maravilhosa vida.

De pés descalços, humilde como sempre o fora e candidamente vestido de branco para realçar e revelar sua vida sem mancha, adentrou o Reino dos Céus, homenageado pelo aplauso carinhoso e agradecido de todos os que lá estão.

Jesus demoradamente lhe deu um abraço fraterno e desde essa recepção formidável José Walter Lelo Rodrigues tornou-se diferenciado Conselheiro de Deus".

José Fernando da Silva Lopes

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