Nacional

Procuradora pede ao TSE que anule registro da candidatura de Roseana

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O Ministério Público Eleitoral encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um parecer em que contesta o registro da candidatura de Roseana Sarney (PMDB-MA) ao governo do Maranhão. No documento, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, afirma que a filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tem a “ficha suja” e por isso pede a sua inelegibilidade. A decisão caberá ao TSE.

O argumento para considerar Roseana Sarney um dos alvos da Lei da Ficha Limpa foi a sua condenação, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão por propaganda eleitoral extemporânea. Segundo a denúncia, Roseana desvirtuou a publicidade institucional do governo para fins eleitorais.

Roseana recorreu da condenação. O próprio TRE do Maranhão rejeitou a inclusão de Roseana como “ficha suja” e aceitou o pedido de registro de sua candidatura.

O TRE considera que nenhuma lei pode retroagir para prejudicar alguém, diferentemente do entendimento do TSE. Por isso decidiu que a Lei da Ficha Limpa não vale para condenações anteriores à sua promulgação.

A assessoria de Roseana disse que o parecer do Ministério Público é para criar impacto e ressaltou que propaganda eleitoral não causa inelegibilidade de político.

Aliada do governo Lula, Roseana lidera a corrida ao governo do Maranhão, segundo o Ibope, com 47% das intenções de voto, contra 25% do pedetista Jackson Lago (registro: 31301/ 2010). O recurso que motivou o parecer do Ministério Público é de autoria do deputado estadual Anderson Lago, parente de Jackson Lago. Roseana só assumiu o governo do Maranhão em abril de 2009 depois que o TSE cassou o mandato de Lago.

Além da condenação por propaganda eleitoral extemporânea, o recurso mencionava ainda outras duas ações populares que citavam, em propaganda, o nome de Roseana e símbolos do governo, mas Sandra Cureau não aceitou esses argumentos.

Além dela, o Tribunal Superior Eleitoral terá que se posicionar, ainda neste ano, em outros casos de políticos considerados “fichas suja”, como o deputado federal Jader Barbalho (PMDB), que tenta se eleger senador pelo Pará; Joaquim Roriz (PSC), candidato a governador no Distrito Federal; e Paulo Maluf (PP), que tenta a reeleição como deputado federal por São Paulo.

Comentários

Comentários