Internacional

Na TV, Obama recusa falar em “missão cumprida” nas operações no Iraque

Folhapress
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Nova York - Ao oficializar o fim das operações de combate no Iraque, amanhã à noite, o presidente americano, Barack Obama, não deve declarar “missão cumprida”. Não é por acaso. Trata-se de outro lance da disputa política que cerca o tema.

Há sete anos, o então presidente George W. Bush anunciou o fim dos combates principais no Iraque, menos de dois meses após o início da guerra, em um porta-aviões decorado com uma faixa que usava a expressão.

Pouco depois, a insurgência contra tropas norte-americanas se intensificou.

No pronunciamento que fará, Obama explicará a redução do número de soldados para 50 mil e falará sobre as mudanças na missão dos EUA no país, com as tropas cumprindo apenas papel de apoio às forças iraquianas.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama falará ainda sobre o Afeganistão, que vira o novo foco militar norte-americano, e a “guerra mais ampla ao terror”.

Antes do discurso de hoje, que será transmitido ao vivo, em rede nacional, Obama deve telefonar para Bush, disse Gibbs, sem detalhar o conteúdo da conversa.

Obama se encontrou ontem com veteranos feridos no Iraque, no hospital militar Walter Reed, em Washington. Hoje, ele planeja visitar Fort Bliss, no Texas, posto do Exército que enviou 200 mil soldados ao Iraque.

O vice-presidente Joe Biden chegou ontem ao país, onde também deve se encontrar com líderes políticos e mencionar a preocupação americana com a formação de um governo.

A Casa Branca procura, assim, demonstrar que não está abandonando o Iraque após sete anos e meio de guerra.

Os cerca de 50 mil soldados que permanecerão só poderão se envolver em missões de combate a pedido do Exército iraquiano.

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