São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou ontem a campanha da adversária Dilma Rousseff (PT) de usar a estratégia do “pega ladrão” para se esquivar de responsabilidade sobre o vazamento de sigilos fiscais e a montagem de um dossiê contra tucanos.
“É jogo sujo de campanha, a estratégia do “pega ladrão’. O sujeito bate a carteira de alguém, enfia no bolso e sai gritando: “pega ladrão!’”, disse ontem o tucano, durante corpo a corpo em Cidade Tiradentes, reduto petista na zona leste de São Paulo.
Além de repetir a artilharia contra o que chamou de “dossiê sujo” elaborado nos bastidores da campanha de Dilma, Serra apontou para o mineiro Fernando Pimentel (PT), coordenador da campanha da candidata petista.
“Tudo foi feito para proveito da campanha dela, organizado pela campanha dela. Aquele dossiê sujo, organizado pelo Fernando Pimentel, já tinha dados das quebras de sigilos”, disse Serra.
Foi uma resposta à afirmação de Dilma, segundo quem o PSDB “tem histórico de vazamento expressivo”.
Dilma acusou os tucanos de vazarem sigilos de deputados com o Banco do Brasil durante a votação da emenda da reeleição que permitiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Dados do Imposto de Renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, constavam do dossiê negociado pelo então “grupo de inteligência” da campanha de Dilma.
Mais tarde, em entrevista ao programa SBT Brasil, Serra retomou a carga. “Nesse esquema petista ninguém está garantido. Lembram do caseiro Francenildo?”, disse, em alusão à violação do sigilo do caseiro, em 2006, que derrubou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT).