Brasília - No próximo verão, 19 Estados têm risco alto ou muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue, informou ontem o Ministério da Saúde. Estão na classificação de risco “muito alto” Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe. Na classificação de risco “alto”, estão Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Têm risco de epidemia considerado “médio” Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.
O nível de risco foi calculado segundo uma nova metodologia criada pelo Ministério da Saúde. Ele é calculado a partir de cinco indicadores: a incidência de casos de dengue em anos anteriores, a presença de larvas do mosquito nos municípios, o monitoramento do tipo de vírus que circulou nos últimos anos (há quatro tipos de dengue), a densidade populacional e a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo.
O objetivo do novo indicador, de acordo com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), é antecipar as medidas de combate à doença. “Se não conseguirmos reduzir drasticamente a presença do mosquito, a situação que se projeta é muito preocupante”, afirmou. De acordo com o ministro, há duas semanas começou a ser testada uma vacina para a doença em brasileiros, numa parceria entre a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o laboratório Sanofis-Aventis.
Dengue tipo 4 contida
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem que a circulação da dengue tipo 4 em Roraima está contida e que não há evidências de que o vírus tenha se espalhado para outros municípios. O sorotipo não circulava no País havia 28 anos.
“Fizemos uma verdadeira operação de guerra em Roraima. Visitamos casa por casa, fizemos mutirões de limpeza, fizemos borrifamento, mobilizamos a cidade inteira e conseguimos, com essas medidas, conter a disseminação do vírus”, disse.
Para o ministro, a detecção rápida do sorotipo 4 da dengue no estado funcionou como uma “arma poderosíssima”. Apesar da situação de contenção, Temporão não descartou sua preocupação em relação à dengue tipo 4.
O vírus, segundo ele, pode se reintroduzido no Brasil a qualquer momento - sobretudo por meio da fronteira com países como a Venezuela.