O Itabom/Bauru recebe São José hoje, às 18h, no ginásio da Luso, para seguir na liderança do grupo A do Novo Paulista de Basquete. A partida é uma reedição da final da Copa EPTV, realizada no sábado passado, que terminou com a vitória do Itabom e o título para Bauru. Bauruenses e joseenses iniciaram a rodada do Estadual na liderança, ao lado do Pinheiros, todos com 11 pontos. Como o time da Capital jogaria ontem à noite contra São Bernardo, Bauru e São José ficariam, no mínimo um ponto atrás. Assim, a vitória no confronto de hoje pode valer a co-liderança ou a ponta isolada da chave, dependendo da combinação de resultados.
O técnico Guerrinha lembra o caráter decisivo da partida, já que os resultados diante de equipes que se classificarem serão levados para a segunda fase. Avançam diretamente os três primeiros de cada grupo. Assim, o fator mando é uma das apostas para bater o atual campeão paulista. “Estamos lutando pelas três primeiras vagas. Jogando em casa, temos que fazer valer o fator quadra, mesmo sabendo das qualidades da equipe de São José, da experiência, jogadores que sabem jogar fora de casa”, comenta. “Sabemos a importância deste jogo para eles. Uma vitória de São José aqui dá uma condição muito boa para a outra fase e para nós também”, acrescenta.
Guerrinha não acredita que a vitória na final da Copa EPTV possa ter influência sobre o jogo desta noite, já que as competições são distintas. “É sempre bom ganhar. A gente estava com mais desejo da Copa EPTV pelo próprio projeto nosso. Em função deles terem conquistado os Jogos Abertos, o Paulista, a necessidade nossa era maior do que a deles da Copa EPTV. A Copa EPTV não seria tão importante para eles. É lógico que é importante, mas para nós foi muito importante. Agora, é outra situação. Eles têm jogadores que podem desequilibrar jogando fora de casa. Temos que ter muito cuidado com isso”, alerta o técnico.
Assim, o técnico de Bauru também não crê em clima de revanche por parte de São José. “De forma alguma. Nem nós jogamos a partida (final da Copa EPTV) como a revanche em função do playoff do Paulista do ano passado (Bauru e São José fizeram uma das semifinais, que terminou em 3 a 2 para o time do Vale do Paraíba). Vamos jogar contra eles no segundo turno e será outra situação, eles já vão estar com o Murilo de volta (o pivô está com a Seleção Brasileira no Mundial), é uma equipe campeã reforçada pelo Murilo. Cada momento é um momento. Tem um respeito muito grande de ambas as partes, são equipes que têm projetos vencedores e são referência para os outros”, considera.
Para o técnico, o que vai prevalecer é a intensidade e qualidade das equipes em quadra e não fatores anteriores. “É uma guerra tática, uma guerra do jogador nosso contra o deles, no bom sentido, de um ser melhor do que outro. Na realidade, no final do jogo, é produção. Produção individual, produção do sistema, da equipe. É a equipe que joga em intensidade e qualidade melhor do que a outra. A equipe é a soma das individualidades e das situações”, observa.