Polícia

Fogo reduz visibilidade na Bauru-Jaú

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Um incêndio destruiu duas áreas de mata às margens da rodovia Bauru-Jaú, na tarde de ontem, em Bauru. Os motoristas tiveram que diminuir a velocidade ao trafegar na altura do Hospital da Unimed devido à espessa cortina de fumaça que tomou conta das duas pistas da rodovia. Até as 15h30, a Central de Emergência do Corpo de Bombeiros de Bauru acumulava 500 chamadas relativas a 50 focos de incêndio em Bauru e região. Em Pirajuí, o fogo atingiu pastagem de três propriedades.

O incêndio nas margens da Bauru-Jaú começou por volta das 14h e foi controlado 2h30 depois. O coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, informou que o fogo consumiu uma área grande . Os moradores do Vale do Igapó entraram em alerta pelo risco das chamas atingirem a mata nativa e seus imóveis. Um dos incêndios teria começado em um sofá velho. Funcionário da Centrovias, concessionária que administra o trecho da Bauru-Jaú, apurou que um homem teria ateado fogo a um sofá, que virou o estopim do incêndio. As chamas atingiram rapidamente a mata e uma área de pasto na margem esquerda da rodovia, no sentido Bauru-Jaú.

O Corpo de Bombeiros conseguiu debelar as chamas e evitar a propagação do fogo. No entanto, a nuvem de fumaça fez a concessionária sinalizar para que os motoristas diminuíssem a velocidade ao passar no trecho do quilômetro 225. O helicóptero Águia da PM foi acionada para direcionar as equipes em terra para o combate aos focos de incêndio. Caminhões-pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) forneceram água para o combate ao incêndio.

Da altura de um posto de combustíveis, na margem direita sentido Bauru-Jaú, as chamas se espalharam rapidamente em direção ao Vale do Igapó. O vento propagava o fogo, que avançou rapidamente para o interior da mata. Uma pequena área com plantação de eucalipto ainda em formação corria risco.

Brito ressalta que aquela região de Bauru é de grande risco de incêndio por abrigar uma mata nativa de cerrado que circunda o Instituto Lauro de Souza Lima, chácaras e residências dos Vale do Igapó e os linhões de distribuição de energia.

O Corpo de Bombeiros considera como crítico para incêndios em Bauru o período de 1 de junho a 31 de outubro. Até o dia 24 de agosto último, o 12º. Grupamento de Bombeiros, cuja sede é em Bauru, já havia atendido 983 solicitações de combate a fogo em terrenos baldio, pastagem e mata nativa em 69 municípios da região, totalizando 1.255 focos de incêndio.

Pirajuí e Iaras

No município de Pirajuí, um incêndio destruiu a pastagem das Fazendas Santa Lúcia 2, da Faca e Clube de Campo de Pirajuí. O incêndio teria iniciado após o horário de almoço. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Bauru evitou que as chamas se alastrassem mais.

Apesar de não saber informar o tamanho, a Polícia Militar adiantou que a área queimada é grande. Em Iaras, um incêndio atingiu área do assentamento dos sem-terras. Barracos foram destruídos e até as 18h o fogo ainda não havia sido controlado.

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