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Dilma diz que não há motivação eleitoral

Folhapress
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Brasília - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou na tarde de ontem que mesmo que tenha havido violação de sigilos fiscais na Receita, não há indício de interesse eleitoral, já que isso ocorreu em 2009, mais de seis meses antes do início oficial da campanha. “Eu não era candidata, não era pré-candidata, não tinha candidatura nem pré-candidatura”, afirmou em Brasília, após gravar para a propaganda eleitoral na TV.

A petista voltou a negar que sua campanha ou o PT tenham encomendado dossiês contra adversários. A Corregedoria da Receita Federal investiga acesso aos dados e quebras de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha de José Serra, Verônica Serra, entre outras pessoas.

Sobre a acusação de que o PT estaria montando dossiês, Dilma instou jornalistas a questionarem o jornal “O Estado de Minas” sobre a razão de o jornalista Amaury Ribeiro Júnior ter em 2009 iniciado apuração para o jornal sobre eventuais irregularidades relacionadas a José Serra.

Amaury participou de reunião em abril em que teria sido discutida a montagem de uma equipe de inteligência na campanha de Dilma. Nessa época, ele não trabalhava mais no jornal. “Uma coisa me intriga. Nesse período, ele (Amaury) trabalhou no Estado de Minas. Nunca vi ninguém perguntar ao “Estado de Minas”. Gostaria que algum de vocês fizesse essa pergunta”, disse a candidata. O jornal é politicamente próximo ao ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG), que em 2009 disputava internamente com Serra a candidatura à Presidência.

Em reportagem publicada na Folha de S.Paulo em junho, o diretor de Redação do “Estado de Minas” afirmou que Amaury trabalhava em várias investigações. “Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009”, disse na ocasião. Em manifestações anteriores, Amaury disse que investiga as privatizações do período tucano há muitos anos com o objetivo de publicação de um livro.

Collor

A petista também se manifestou sobre a vinculação de seu nome ao do ex-presidente Fernando Collor, explorada na propaganda de Serra. Collor é candidato ao governo de Alagoas e apoia Dilma. Apesar disso, ela evitou declarar apoio a ele. “Eu tenho uma trajetória de vida um pouco diferente da trajetória de vida do presidente Collor”, afirmou. Diante do questionamento sobre se compartilha de suas posições éticas, respondeu: “Compartilho das minhas. E as minhas são bem claras”.

Contas

Dilma disse ontem que “sempre achou errada” a lei que criou a chamada tarifa social de energia elétrica, criada em 2002. Contudo, ela se eximiu de culpa por não tê-la alterado no período em que esteve à frente do Ministério de Minas e Energia (2003 a 2005).

Dilma disse que “se esforçou” para contornar o problema, mas citou a falta de um cadastro único para famílias pobres, o que poderia levar à identificação correta das famílias que de fato mereceriam o benefício.

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